
"O Povo"
(1)

"As Eiras"
(2)
Situa-se na Quinta de Vila Maior, esta pequena capela e “remonta provavelmente ao século XIII. Numa sondagem efectuada na área envolvente, identificaram-se vestígios de antiga ocupação, talvez romana, nomeadamente fustes, capitéis e bases de colunas. Foram encontrados igualmente materiais medievais como silhares siglados e uma aduela decorada com motivos enxaquetados, elementos que sugerem ter-se ali edificado um templo durante a época românica. A essa estrutura estava associada um enterramento, de que se reconheceu uma tampa em estola, decorada com elemento bifurcado. A 100 m da capela, existe uma sepultura escavada na rocha, de cronologia ligeiramente anterior à da edificação românica. Nos séculos seguintes, a pequena capela ganhou prestígio e instituiu-se como ponto de romaria local…” ( in PORTUGAL Património- Guia – Inventário, Volume IV – Viseu – Guarda, pág. 150- Círculo de Leitores).
A capela está dedicada e conhecida por Nª Sª de Vila Maior. Depende e pertence desde tempos remotos à aldeia de Chãos, que em 1881 e 1897 (datas ali inscritas nos muros frontais do átrio coberto da própria capela) beneficiou e recuperou a capela existente. Por essa altura, aproveitando as obras, à sombra do estatuto de sede da freguesia e residência paroquial, com evidente cumplicidade da Igreja, apropriaram-se ilicitamente da imagem original que se encontra na capela de Nª Sª da Assunção, em Casteição. Esta delapidação criou grandes conflitos e inimizades entre Chãos e Casteição, durante décadas.
A aldeia de Chãos celebra no local a sua mais concorrida festa anual, no último domingo de Maio.
Do adro, situado a cerca de 600 m de altitude, alcança-se vasto panorama, com vistas de várias povoações em redor, entre elas, Chãos, Casteição, Prova, Torre, Terrenho, Aveloso e outras, que se perdem ao longe por montes e vales.
Ali se encontra também um belo parque de merendas no conjunto de melhoramentos mais recentemente introduzidos, com novas edificações, nomeadamente para missa campal, que tornaram o local ainda mais aprazível.
Beirão (2010-02-06)



Este blog servirá para unir os naturais e amigos de Chãos, onde quer que se encontrem. Pela positiva, para fortalecer as nossas raízes e honrar os nossos antepassados.
Espera-se, assim, que os filhos de Chãos e os seus descendentes, aqui encontrem algumas respostas para a sua origem e origem dos seus, se tivermos engenho e arte, para, todos juntos, aqui trazermos a perspectiva histórica desta pequena aldeia, e a saga dos seus habitantes espalhados pelo país e pelo mundo.
O lugar de Chãos é uma “anexa” da freguesia de Casteição, integrada no concelho de Meda desde 1836. Encontra-se num pequeno planalto, com a desafogada altitude de cerca de 870 metros.
A evolução dos tempos, levou a que as populações descessem à procura de terras mais férteis e produtivas, abandonando os pontos altos, privilegiados por razões bélicas e fortificações mais adequadas, como era o caso de Casteição.
O lugar começou por ser denominado "quinta de Chãs" e também por Santo Amaro, pois aqui foi erigida, em época remota, uma ermida a Santo Amaro ( no local da ermida , foi mais tarde construída a capela de Santo Amaro ou Igreja de Chãos). Fez parte do concelho de Casteição, constituído com base no primeiro foral concedido por D. Sancho I, em 30 de Julho de 1196, (composto por Casteição, Chãos e Outeiro de Gatos) até Novembro de 1836, em que passou a integrar o concelho de Meda. Pertence ainda a Chãos a ermida de Nossa Senhora de Vila Maior, de remota fundação (de origem “suposta suevo-visigótica”), encontrando-se nos arredores vestígios de manifesta antiguidade. Nesta ermida se celebra a principal festa anual de Chãos, no último domingo de Maio.
Próximo dos Chãos situaram-se sempre diversas quintas e azenhas, estas (actualmente desactivadas) ao longo da ribeira ou rio Teja.
Aqui se situa, embora muito arruinada, a “Casa do senhor Raul”, referenciada como um modelo importante da casa senhorial típica das Beiras.