domingo, maio 23, 2010
30 de Maio - Festa de Nª. Srª de Vila Maior
domingo, abril 25, 2010
Nª. Sª. dos Caminhos
segunda-feira, abril 19, 2010
Tempos do Marquês de Pombal

Aqui fica um documento notável, de 06 de Maio de 1758, da autoria do Abade de Casteição, Domingos Machado de Miranda, que responde a um inquérito encomendado pelo Marquês de Pombal ou seus subordinados.
domingo, abril 11, 2010
A evolução da aldeia em fotografias


Fotografias com história, que desvendam, para os mais novos, a evolução da aldeia.
A fotografia da “Casa do Sr. João Martins” (de 1960).
Comparem-nas, “Eiras” e “Povo”, com as recentes fotografias 3 e 4 (2006) e com idêntica amplitude.
sexta-feira, abril 02, 2010
Páscoa 2010
Feliz Páscoa para todos.
terça-feira, março 30, 2010
O Cruzeiro
A maior parte de nós conhece-o desde que ali foi implantado numa fraga granítica. Não é muito antigo, mas ostenta uma austeridade que parece secular.
Simples e feito da quase eterna pedra local ali permanece há décadas, cumprindo a promessa de quem o erigiu.
Na sua base está a inscrição “Oferta a Deus por Ezequiel Ramos” .
segunda-feira, março 15, 2010
A fonte e o lavadouro público
A fonte, com água de excelente qualidade, foi sempre uma riqueza desta aldeia.
A água sempre ali brotou naturalmente, em farta nascente, chegando apenas pela lei da gravidade.
A água abastecia a povoação que, a braços, a levava em cântaros, baldes, regadores e todos os contentores tradicionais adequados, para casa.
A que sobrava da nascente era encaminhada para o bebedouro dos animais e o tanque-lavadouro. Diariamente servia ainda para regas, com início na Primavera até final do Verão. Seguia e segue até meio da aldeia,por alvanar, continuando depois a céu aberto para rega das hortas, batatais e demais culturas. Havia para o efeito uma escala que funcionava sem atropelos.
Mais um símbolo comunitário da aldeia, que ainda hoje perdura.
Beirão (2010-03-15)
quinta-feira, março 11, 2010
sábado, fevereiro 27, 2010
O Senhor dos Aflitos
Beirão (2010-02-27)
terça-feira, fevereiro 16, 2010
A lenda ou a realidade
Habituei-me a vê-la desde pequeno como um "monumento" dos mais antigos dos Chãos.
Ali se representa, como se vê, vagamente, uma figura humana de braços em cruz.
Consta, ao longo dos tempos, que naquele local, um homem foi salvo da execução por um mensageiro que chegou de Outeiro de Gatos com uma missiva que lhe salvou a vida, no último momento (não esqueçamos que Outeiro de Gatos, tal como Chãos, eram parte do mesmo concelho de Casteição…).
Não conheço de fonte segura a origem do oráculo levantado ao Senhor dos Aflitos a cerca de vinte metros, mas terá sido mandado erigir exactamente pelo homem que, salvo, manifestou daquela forma a sua gratidão a Deus.
Em terra de muita fé, coragem e alguma ciência (fé, coragem e ciência… era o lema dos Descobrimentos) ao longo dos tempos foram levantados marcos religiosos importantes de que falaremos aqui a pouco e pouco: A capela ou Igreja de Santo Amaro, O Senhor dos Aflitos, o Cruzeiro à entrada da aldeia e a Senhora dos Caminhos.
Espera-se dos amigos e naturais de Chãos que escrevam aqui as suas memórias ou comentem o que se vai escrevendo, enriquecendo este património comum.
Beirão (2010-02-16)
sábado, fevereiro 06, 2010
Santuário de N. Srª de Vila Maior
Situa-se na Quinta de Vila Maior, esta pequena capela e “remonta provavelmente ao século XIII. Numa sondagem efectuada na área envolvente, identificaram-se vestígios de antiga ocupação, talvez romana, nomeadamente fustes, capitéis e bases de colunas. Foram encontrados igualmente materiais medievais como silhares siglados e uma aduela decorada com motivos enxaquetados, elementos que sugerem ter-se ali edificado um templo durante a época românica. A essa estrutura estava associada um enterramento, de que se reconheceu uma tampa em estola, decorada com elemento bifurcado. A 100 m da capela, existe uma sepultura escavada na rocha, de cronologia ligeiramente anterior à da edificação românica. Nos séculos seguintes, a pequena capela ganhou prestígio e instituiu-se como ponto de romaria local…” ( in PORTUGAL Património- Guia – Inventário, Volume IV – Viseu – Guarda, pág. 150- Círculo de Leitores).
A capela está dedicada e conhecida por Nª Sª de Vila Maior. Depende e pertence desde tempos remotos à aldeia de Chãos, que em 1881 e 1897 (datas ali inscritas nos muros frontais do átrio coberto da própria capela) beneficiou e recuperou a capela existente. Por essa altura, aproveitando as obras, à sombra do estatuto de sede da freguesia e residência paroquial, com evidente cumplicidade da Igreja, apropriaram-se ilicitamente da imagem original que se encontra na capela de Nª Sª da Assunção, em Casteição. Esta delapidação criou grandes conflitos e inimizades entre Chãos e Casteição, durante décadas.
A aldeia de Chãos celebra no local a sua mais concorrida festa anual, no último domingo de Maio.
Do adro, situado a cerca de 600 m de altitude, alcança-se vasto panorama, com vistas de várias povoações em redor, entre elas, Chãos, Casteição, Prova, Torre, Terrenho, Aveloso e outras, que se perdem ao longe por montes e vales.
Ali se encontra também um belo parque de merendas no conjunto de melhoramentos mais recentemente introduzidos, com novas edificações, nomeadamente para missa campal, que tornaram o local ainda mais aprazível.
Beirão (2010-02-06)
terça-feira, janeiro 19, 2010
Terra de magníficos castanheiros


Veio a sucumbir tempos mais tarde às mãos e serra de madeireiros, pois os seus troncos sadios e enormes eram muito cobiçados.
Com estas imagens se preserva a memória da grandiosidade de tal árvore, que se divulga e que devia ter sido declarada património concelhio.
Não é por mera coincidência que a imagem de entrada no blog, pelo menos temporariamente, é um castanheiro. De facto as castanhas e os castanheiros dos Chãos são de elevada qualidade, não temendo comparações. Esta é uma árvore típica da aldeia e seguramente a mais rentável numa agricultura depauperada.
Quantas toneladas de castanhas se juntariam em cada campanha nesta pequena aldeia…
E como a pequenada, noutros tempos, vibrava, correndo atrás dos camiões que iam carregar as castanhas ( e as batatas , no tempo delas) apanhando boleia, pendurados nos taipais, junto à Igreja, até ao cruzeiro.. . Aí chegados, terminada a subida, tinha de saltar rapidamente, antes de os camiões ganharem velocidade, pois de outro modo lá paravam de cangalhas no meio da estrada de terra batida, quando não era na lama, em tempo chuvoso.
Recordações de que muitos de lembrarão….
Beirão (2010-01-19)
sábado, janeiro 02, 2010
Bom Ano!!!
domingo, dezembro 20, 2009
Boas Festas e Feliz Ano Novo

e os Amigos.
E que o próximo ano 2010 seja pleno de saúde e coisas boas, segundo os vossos desejos.
sábado, dezembro 05, 2009
Casa do senhor Raul - Chãos de Mêda
Agradecimento:
Fotografias amavelmente cedidas por Mara - Blog de Casteição - Aldeia Medieval, a quem foram facultadas por Francisco Gama.
Como se encontra referido na “Breve história de Chãos” a “Casa do senhor Raul”, encontra-se referenciada como um modelo importante da casa senhorial típica das Beiras. Quem a conhece ou conheceu, compreenderá porquê.
Ali se encontra bem reflectida a ideia de grande casa com todas as potencialidades.
Em toda a frontaria da casa situa-se um jardim, com espécimes invulgares. A entrada principal é constituída por um portão com as letras da família FF ( Fernando Faria - o pai do senhor Raul, que foi administrador do concelho de Mêda ) com dois largos pilares de granito e uma escadaria ampla e granítica também. Do lado direito havia uma loja para os cereais, onde se situavam grandes arcas para recolha e guarda, essencialmente, de centeio, trigo e milho.
- ao nível da cave ou primeiro piso, térreo, ( chamemos-lhe assim) , na parte de trás, do lado da “Cerca” (grande propriedade murada que confina com a casa): a casa de banho improvisada, arrumações, grande adega composta de grandes pipas, dois lagares, que permitiam fazer vinho branco e tinto, simultaneamente;
No segundo piso fica uma ampla cozinha, com lareira tradicional, seguindo-se a sala de jantar, várias salas amplas, onde não faltava um piano que raramente se ouvia tocar. Tem uma escadaria da parte de trás, que dá acesso a este piso, a um átrio de entrada, também à cozinha e a um longo corredor, tendo, do lado esquerdo, diversas salas e, do lado direito, diversos quartos. Logo no início do corredor, todas as horas eram sonorizadas por um relógio de pé alto audível em toda a casa.
O terceiro e último piso, tem acesso logo junto à entrada principal da escadaria de pedra, donde parte uma escadaria de madeira. Neste piso situa-se uma ala de quartos, virada a nordeste, com grandiosa paisagem, e uma área aprazível de lazer, virada ao sol (nascente-sul).
Para além da casa principal, fica um pátio interior, com acesso a veículos, por portão sito no largo do forno público. Esse pátio dá acesso a todo o piso térreo da casa e a todas as construções acessórias – telheiro para as lenhas, seguido de cavalariça, arrumação para palhas e fenos, forno, galinheiro, coelheira, etc.
E a Cerca é (era) um oásis: vinhas, árvores de fruto de várias qualidades seleccionadas, terras de cultivo, para batatas, horta, milho, trigo, centeio; abundância de água de um poço numa ponta da propriedade; uma nascente de água próxima da casa que foi encaminhada por uma mina para dois tanques grandes, desnivelados, no centro da propriedade, que serviam para rega. Ali também podia encontrar-se na extremidade nordeste da propriedade um pombal e uma fila de colmeias.
Esta descrição sumária servirá para apreciação daqueles que já não conheceram aquela casa no seu auge, que, infelizmente, hoje se encontra arruinada.
Beirão (2009-12-05)
terça-feira, novembro 24, 2009
Gelo de Janeiro
domingo, novembro 22, 2009
Viva Chãos!...
sábado, novembro 21, 2009
TERRAS DE D. SANCHO I
Fala-se de Casteição desde antes da nacionalidade, sem designação de vila ou concelho. Mas o estatuto veio com o foral, que concedia privilégios, para fomentar o povoamento destas terras da Beira, até então pouco habitadas.
“Os cavaleiros desta terra gozavam dos privilégios dos infanções (1) de todas as outras terras, tanto em juízo como em juramento, tendo supremacia em relação a eles, com dois juradores. Por seu turno os peões (2) sobrepunham-se aos cavaleiros vilões de outras terras tanto em juízo como em juramento, de igual forma com dois juradores.”
“Qualquer homem estranho à terra que descavalgasse cavaleiro de Casteição pagaria 60 soldos de multa. E entre outras disposições se fixava que os habitantes de Casteição não teriam outro senhor que não fosse o rei ou seus filhos se não por decisão do conselho.” (pág. 306 - in PATRIMÓNIO ARTÍSTICO DA REGIÃO DURIENSE, de Correia de Azevedo, impresso em Abril de 1972, na Escola Profissional de Santa Clara - Vila do Conde).
As gentes de Casteição, Chãos e Gatos, formaram um concelho durante cerca de 640 anos. Com grande distinção e alguns privilégios, derivados das dificuldades de manter a soberania nestas terras. Tenho a ideia de que, mesmo antes de existir a Meda, já por aqui estariam situados os nossos antepassados.
Em boa hora nasceu este blog, com outras armas, não menos importantes do que as de D. Sancho para fomentar o povoamento e para combater, mais uma vez, o despovoamento. Não que sejamos assim tão poucos, pois somos bastantes, espalhados pelo mundo, mas apenas porque estamos longe desta aldeia. Apoio por isso, desde já este blog, onde, como foi dito, todos poderemos comunicar e preservar a nossa identidade e a da nossa aldeia. Por mim, vou seguramente participar sempre que possível. Sem prejuízo de quaisquer outras iniciativas.
(1) Infanção - antigo título de nobreza, inferior a fidalgo ou a rico-homem;
sábado, novembro 14, 2009
O forno público
Este é um dos maiores símbolos da comunidade. Ao longo de décadas, aqui se cozia o pão de centeio que, bem cedo, rumava às feiras de Mêda e Trancoso. Transporte em fila de burras, mansas e ordeiras. As donas, de lenço na cabeça e a melhor farpela. E palmilhando cerca de 13 quilómetros para a Meda e cerca de 15 para Trancoso, contando que no regresso era outro tanto…
Foi durante anos uma indústria intensa. O forno sempre a trabalhar: Ali saía o pão estaladiço, e risonho que fazia alegrar os sonhos de quem estava.
Era local quase sempre de mulheres. Mas no tempo frio, era um dos locais onde se estava melhor e mais quente. Quantas vezes as temperaturas descem por estas terras a dois ou três graus negativos…
Os dias em que se cozia o pão era um dia grande e de muita satisfação em cada casa.
Ali, no “Tesinho”, assim chamavam o largo em que se situa, passavam muitas sacas de centeio transformadas em pão saboroso! E os bolos da Páscoa? Umas vezes por outras em dias de festa, também ali foram assados borregos, cabritos, bolas de carne, biscoitos e outros petiscos, que faziam a felicidade de muita gente.
A vida dura desses tempos fazia com que a felicidade das pessoas dependesse de pequenas coisas do dia a dia. Aqueles que viveram esses tempos bem podem ter saudades deles. Lembram-se?
Este é um local a preservar, um dos faróis mais antigos da comunidade dos Chãos.
Um símbolo de partilha, de utilização comum, de solidariedade, de bem comum, de fraternidade.
Beirão (2009-11-14)
quarta-feira, novembro 11, 2009
Dia de São Martinho
A tradição deve manter-se, quando é positiva.
Conhecem melhores castanhas do que as martainhas da nossa aldeia ?
- Eu também não!
É o dia certo para beber a jeropiga, quem a fizer. Mas poucos a fazem.
Aproveitem a abrir uma garrafita de vinho do Porto, e partilhem com os amigos/as, os vizinhos… Principalmente na aldeia que já tem tão pouca gente.
Não se esqueçam, que depois de a garrafa estar aberta deve ser bebida, com toda a sua qualidade, numa semanita. Mas sem exagerar não a deixem durar mais de três meses.
Ainda tem a do ano passado!? Esqueça, porque já não parece feito de uvas.
Abra outra, e desta vez arranje quem o ajude a beber enquanto tem qualidade.
Com as melhores castanhas do mundo, um tinto da casa ou um bagaço da terra também caiem sempre bem.
Não esqueça que hoje é feriado na Mêda.
Se não se der bem com o S. Martinho, lembre-se do Santo Amaro, que é esse o “nosso” protector. Mesmo para quem não acredita, os santos, são sempre boa companhia. Pouco ou nada bebem…
Beirão, dia de S. Martinho-2009











