quinta-feira, novembro 11, 2010

Dia de S. Martinho







O outono e o S. Martinho trazem novas sensações, novas cores e dão valor à paisagem, ao calor das lareiras, ao vinho novo, à jeropiga, ginja e, claro, às castanhas assadas.
Aqui e ali encontram-se vinhas e ávores com cores de fogo invulgares.
Deixo aqui duas fotos que constituem um bom exemplo. As duas do final de Outubro e da aldeia de Chãos, naturalmente.
Brindemos a mais um S. Martinho. Com saúde.

domingo, outubro 24, 2010

O granito, quase eterno




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O granito, sem ferro nem cimento, parece eterno, passando de geração em geração.
Mudem-se portas e janelas, mantenham-se os telhados e as construções perduram.
Existem na aldeia exemplos de arquitectura, simples, prática, austera, mas com o sentido da utilidade. A sabedoria dos séculos.
Aqui daremos conta de alguns exemplos.
Fotografe e mande-nos para publicação aquilo que lhe aprouver.

sexta-feira, outubro 01, 2010

Momentos e fotos

Há sempre momentos e situações diferentes que nos surpreendem na aldeia.
Pode clicar sobre esta foto e concluirá que estes belos gatos são feitos do mesmo "barro" que as telhas!

domingo, setembro 19, 2010

Tempo de colheitas na aldeia

O verão traz imagens e sabores que só na aldeia encontramos. Aqui e ali as árvores de fruto exibem a sua produção anual.

As fotos publicadas - todas da aldeia de Chãos - são uma pequena amostra de cores e sabores que encantam o tempo de férias e o tempo das colheitas que já vai adiantado. Culminará com a chegada grandiosa das castanhas que ocupam lugar predominante na produção da região. Seguir-se-ão as cores de fogo, em que as folhas das árvores e as vinhas mudam de cor e transformam a paisagem. Cada época tem os seus encantos.

quarta-feira, setembro 01, 2010

A escola de Salazar

Corria a década de sessenta (1950 e tal... que o diga com mais rigor quem melhor souber), quando foi construida a escola.
À aldeia, então perdida na Beira transmontana, chegava-se por estrada de "terra batida" e saía-se pelo mesmo caminho.
Foi o maior investimento com que o Estado nos beneficiou.
Lembro-me ainda, muito vagamente, da grande festa da inauguração, com arroz doce e filhós ...
E as cantorias afinadas de "Deus dê saúde a Salazar que uma escola nos quis dar"...
O imóvel está representado na fotografia (edifício situado à direita), e tinha a arquitectura das escolas que foram construídas um pouco por todo o País.
Foi a revolução do ensino na nossa aldeia, com professora residente. Por ali passaram várias gerações.
Apesar de, actualmente, estar abandonada, por falta de alunos, cumpriu durante muitos anos as suas obrigações e está ligada a vastas recordações de quantos ali estudaram, com palmo e meio, da 1ª à 4ª classe. Reunia ali, na mesma sala, as quatro classes.
É uma lembrança que aqui fica, nesta altura em que se aproxima a reabertura da escola para os mais novos.
Que fale mais sobre o assunto quem mais souber. É mais um desafio que aqui deixo.

sexta-feira, agosto 13, 2010

Férias 2010


Conhece a fotografia?
Agosto é o mês de encontros e reencontros, de famílias e amigos, de férias. Confluem sempre nesta altura muitos dos conterrâneos desta aldeia. Aproveite para rever a aldeia. Os caminhos que ainda não foram abandonados. As árvores de fruta na sua magnitude. As casas restauradas, as pintadas de novo, construídas ou em construção. Desça da Igreja "ao fundo do Povo" e vire sempre à esquerda, de modo a entrar pela "Quelha" ou, mais por largo, pelo cruzeiro. Surpreenda-se com aquilo que já não vê há anos! Rume ao campanário, aviste a Prova, a Torre, Terrenho, Casteição... alargue horizontes. Passe pelos carreiros que vão das Eiras ao fundo do Povo!
Faça o caminho de Trancoso ou da Meda para Chãos pela estrada do lado da Prova, atravesse a ribeira...
Suba ao "talegre" (marco geodésico) que existe entre Casteição e Paipenela! Nunca fez isso?!! Verá que não conhece uma das coisas mais belas da sua terra. Uma paisagem grandiosa comparável com as mais belas deste país.
Suba também ao ponto mais alto de Casteição - outro marco geodésico- que paisagem!
Muitas outras dicas para caminhadas e surpresas. Descubra por si mesmo!
E diga alguma coisa. Partilhe com todos os seus conterrâneos.
Beirão, férias 2010.

quarta-feira, julho 28, 2010

Recordar é Viver

Amigos,

Com este belo blog recordamos todos os dias quase todos os recantos onde brincámos e onde fizemos muitos jogos tradicionais.
Gostaria de relembrar a toda a nossa "mocidade" os belos jogos de: cabra-cega, lenço, prego, tiroliro, pino, páteiro, etc.
Já não me lembro de todas as regras do pino, páteiro e do tiroliro.
ALGUÉM SABE? Obrigado.

domingo, julho 11, 2010

Cerejas e ginjas


Estas fotos são de 03 de Julho, da aldeia de Chãos.
Passou o tempo das cerejas e das ginjas.
Vão suceder-se outras frutas: pêssegos, peras, ameixas, figos, maçãs - de várias qualidades - até aos marmelos e as castanhas que encerram praticamente a época nobre das colheitas.
Longe vão os tempos em que se esperava um ano para que certas frutas aparecessem e se matassem todas as saudades...
Agora temos os grandes supermercados e ali encontramos tudo, todo o ano.
Mas não é a mesma coisa!
Beirão 11-07-2010

sábado, junho 12, 2010

Fotos da aldeia - Primavera 2010

Quem passa pela aldeia triste de inverno, depara-se nesta altura com recantos em flor, luz e árvores exuberantes. Algumas casas arruinadas, transformaram-se por força da natureza, em vasos gigantes de onde brotam roseiras e sabugueiros enormes, cujas flores invadem as ruas com o seu aroma acentuado e típico.
Vale a pena visitar as ruas da aldeia e ficar surpreendido com esses recantos.
Beirão, Junho 2010

domingo, maio 23, 2010

30 de Maio - Festa de Nª. Srª de Vila Maior



No próximo domingo, dia 30 de Maio, terá lugar a festa anual de Nª. Srª. de Vila Maior.
Aqui ficam os espaços onde se realiza.
Com a tradicional missa no santuário de Vila Maior, banda de música, foguetes, os tradicionais almoços de família no parque das merendas ali existente e apropriado para o efeito.
Estas fotos são de tempo de inverno, mas agora os visitantes encontrarão muita vida e verde, plantas renovadas, com folhas e flores, alegrando aquele pequeno planalto, donde se avistam aldeias vizinhas e uma vasta paisagem.
Compareça e envie-nos imagens, para que possamos dar aqui notícia do que por lá se passar.
Beirão, 2010-05-23

domingo, abril 25, 2010

Nª. Sª. dos Caminhos









Se bem me lembro, foi edificada no início da década de setenta ( entre 1960 e 1970).
Primeiro foi construída no local onde a estrada de terra batida, que saía dos Chãos, derivava, à esquerda, para Paipenela, e, à direita, para Casteição.
O desenvolvimento, que chegou tarde, mas foi marcando presença, veio alcatroar a actual estrada que liga Chãos a Casteição, culminando mais tarde com a construção da ponte sobre a Teja e a ligação de Casteição-Chãos-Prova.
O novo traçado da estrada deixou o oráculo da Nª. Sª. dos Caminhos num baixio e em situação menos acessível e pouco condigna, quando antes ficava ali perfeitamente vísivel e enquadrada. Em boa hora foi trazida para o local onde actualmente se encontra, mais airosa e mais próxima da aldeia.
Quem melhor conhecer a história deste oráculo e dos seus fundadores que a divulgue aqui, para que conste.
Nota: Todas as fotos inseridas neste blog podem ser ampliadas,
clicando em cima.

segunda-feira, abril 19, 2010

Tempos do Marquês de Pombal


Aqui fica um documento notável, de 06 de Maio de 1758, da autoria do Abade de Casteição, Domingos Machado de Miranda, que responde a um inquérito encomendado pelo Marquês de Pombal ou seus subordinados.
Podem ler, clicando em cima de cada documento, encontrando completa e curiosa informação de Casteição, Chãos, Vila Maior e arredores.
P.S. - Agradecemos este valioso documento que nos foi enviado por João Martins, que enviara também as fotos antecedentes.

































domingo, abril 11, 2010

A evolução da aldeia em fotografias







Fotografias com história, que desvendam, para os mais novos, a evolução da aldeia.
Reparem na fotografia d' "As Eiras", antes da construção da escola!
A fotografia da “Casa do Sr. João Martins” (de 1960).
Comparem-nas, “Eiras” e “Povo”, com as recentes fotografias 3 e 4 (2006) e com idêntica amplitude.
Uma bela foto das amoras silvestres de sempre.
Fotos cedidas por João Martins (neto), filho da Prof. Maria de Lourdes Martins e neto de João Martins e Deolinda Pinto, a quem agradecemos este valioso contributo.

sexta-feira, abril 02, 2010

Páscoa 2010



Hoje, sexta-feira, é feriado religioso. Mais um espaço de lazer que ocupará a seu gosto: visita à família, mais uma viagem à aldeia ou com outro destino, etc., de acordo com as opções de cada um.

Feliz Páscoa para todos.

terça-feira, março 30, 2010

O Cruzeiro


Qual farol à entrada da aldeia, o cruzeiro marca ao mesmo tempo a descida para o povoado e a saída para o mundo (até há poucos anos esta era a única entrada e saída, pois não existia a continuidade da estrada para a Prova).
A maior parte de nós conhece-o desde que ali foi implantado numa fraga granítica. Não é muito antigo, mas ostenta uma austeridade que parece secular.
Simples e feito da quase eterna pedra local ali permanece há décadas, cumprindo a promessa de quem o erigiu.
Na sua base está a inscrição “Oferta a Deus por Ezequiel Ramos” .

segunda-feira, março 15, 2010

A fonte e o lavadouro público


















A fonte, com água de excelente qualidade, foi sempre uma riqueza desta aldeia.
A água sempre ali brotou naturalmente, em farta nascente, chegando apenas pela lei da gravidade.
A água abastecia a povoação que, a braços, a levava em cântaros, baldes, regadores e todos os contentores tradicionais adequados, para casa.
A que sobrava da nascente era encaminhada para o bebedouro dos animais e o tanque-lavadouro. Diariamente servia ainda para regas, com início na Primavera até final do Verão. Seguia e segue até meio da aldeia,por alvanar, continuando depois a céu aberto para rega das hortas, batatais e demais culturas. Havia para o efeito uma escala que funcionava sem atropelos.
Mais um símbolo comunitário da aldeia, que ainda hoje perdura.
Beirão (2010-03-15)

quinta-feira, março 11, 2010

Fotografias da década 1960/70






"O Povo"

(1)



















"As Eiras"
(2)









sábado, fevereiro 27, 2010

O Senhor dos Aflitos



O Senhor dos Aflitos foi construído por um devoto que em hora de aflição foi ouvido nas suas preces.
Encontra-se edificado sobre o reservatório de água local, pois ali vem desaguar uma mina de captação de água que abastece o chafariz, o bebedouro dos animais e o lavadouro público, que se encontram em frente, a cerca de vinte metros. Água, de muito boa qualidade e com fartura, que abasteceu, ao longo dos tempos,toda a povoação servindo ainda para regas (mas disso falaremos noutra oportunidade).
Beirão (2010-02-27)

terça-feira, fevereiro 16, 2010

A lenda ou a realidade

Esta pedra granítica, rudimentarmente esculpida e inserida na parede do pequeno jardim que ladeia o Senhor dos Aflitos, no largo da Igreja e da Fonte, é lendária.
Habituei-me a vê-la desde pequeno como um "monumento" dos mais antigos dos Chãos.
Ali se representa, como se vê, vagamente, uma figura humana de braços em cruz.
Consta, ao longo dos tempos, que naquele local, um homem foi salvo da execução por um mensageiro que chegou de Outeiro de Gatos com uma missiva que lhe salvou a vida, no último momento (não esqueçamos que Outeiro de Gatos, tal como Chãos, eram parte do mesmo concelho de Casteição…).
Não conheço de fonte segura a origem do oráculo levantado ao Senhor dos Aflitos a cerca de vinte metros, mas terá sido mandado erigir exactamente pelo homem que, salvo, manifestou daquela forma a sua gratidão a Deus.
Em terra de muita fé, coragem e alguma ciência (fé, coragem e ciência… era o lema dos Descobrimentos) ao longo dos tempos foram levantados marcos religiosos importantes de que falaremos aqui a pouco e pouco: A capela ou Igreja de Santo Amaro, O Senhor dos Aflitos, o Cruzeiro à entrada da aldeia e a Senhora dos Caminhos.
Espera-se dos amigos e naturais de Chãos que escrevam aqui as suas memórias ou comentem o que se vai escrevendo, enriquecendo este património comum.
Beirão (2010-02-16)

sábado, fevereiro 06, 2010

Santuário de N. Srª de Vila Maior

Situa-se na Quinta de Vila Maior, esta pequena capela e “remonta provavelmente ao século XIII. Numa sondagem efectuada na área envolvente, identificaram-se vestígios de antiga ocupação, talvez romana, nomeadamente fustes, capitéis e bases de colunas. Foram encontrados igualmente materiais medievais como silhares siglados e uma aduela decorada com motivos enxaquetados, elementos que sugerem ter-se ali edificado um templo durante a época românica. A essa estrutura estava associada um enterramento, de que se reconheceu uma tampa em estola, decorada com elemento bifurcado. A 100 m da capela, existe uma sepultura escavada na rocha, de cronologia ligeiramente anterior à da edificação românica. Nos séculos seguintes, a pequena capela ganhou prestígio e instituiu-se como ponto de romaria local…” ( in PORTUGAL Património- Guia – Inventário, Volume IV – Viseu – Guarda, pág. 150- Círculo de Leitores).
A capela está dedicada e conhecida por Nª Sª de Vila Maior. Depende e pertence desde tempos remotos à aldeia de Chãos, que em 1881 e 1897 (datas ali inscritas nos muros frontais do átrio coberto da própria capela) beneficiou e recuperou a capela existente. Por essa altura, aproveitando as obras, à sombra do estatuto de sede da freguesia e residência paroquial, com evidente cumplicidade da Igreja, apropriaram-se ilicitamente da imagem original que se encontra na capela de Nª Sª da Assunção, em Casteição. Esta delapidação criou grandes conflitos e inimizades entre Chãos e Casteição, durante décadas.
A aldeia de Chãos celebra no local a sua mais concorrida festa anual, no último domingo de Maio.
Do adro, situado a cerca de 600 m de altitude, alcança-se vasto panorama, com vistas de várias povoações em redor, entre elas, Chãos, Casteição, Prova, Torre, Terrenho, Aveloso e outras, que se perdem ao longe por montes e vales.
Ali se encontra também um belo parque de merendas no conjunto de melhoramentos mais recentemente introduzidos, com novas edificações, nomeadamente para missa campal, que tornaram o local ainda mais aprazível.
Beirão (2010-02-06)