(Foto AM Jun2011)domingo, julho 03, 2011
“Associação de Melhoramentos de Chãos” - 25 anos
(Foto AM Jun2011)sábado, junho 18, 2011
Memórias e Tradições (III)
Fonte : Chãos - Relatório Linguístico, Etnográfico e Folclórico, 1971 – Iracema
Azevedo Leitão
"O S. João constitui igualmente uma festa muito alegre, agora nem tanto, como todas as festividades, devido à falta de gente jovem.
Nesse dia, a gente mais nova invade os arredores mais agrestes da aldeia para arrancar e fazer molhos de rosmaninhos e belas-luzes. Os molhos são colocados no “Tesinho” (um dos principais largos do “Povo”) e, à noite, acende-se a fogueira, que constitui o centro de atracção da festa. Simultaneamente outras fogueiras se acendem noutros recantos da aldeia.
Ao som da concertina, e à volta da fogueira, desenrola-se o baile, ao mesmo tempo que se salta por cima das labaredas para que o fumo e o cheiro intenso afastem as “cobras chocas”. Dizem que se deve saltar a fogueira pelo menos três vezes.
As pessoas mais velhas referem-se a um costume antigo característico do S. João: nesse dia, as moças solteiras levantavam-se antes de o sol raiar e iam lavar-se na água de sete nascentes ou “espulinhavam-se” ( revolteavam-se) sobre um campo de linho coberto de orvalho.
As moças solteiras ainda cortam flores de cardo, as alcachofras, e chamuscam-nas no fogo. Depois enterram-nas, deixando os caules de fora. No dia seguinte desenterram-nas e procedem a uma observação: se as ditas flores estiverem rebentadas, é sinal de que “o amor” gosta delas e lhes corresponde.
Outro costume ainda se mantém: nessa noite deita-se a clara de um ovo num copo cheio de água e, de manhã, antes do sol nascer, a pessoa irá ver a configuração que a clara tomou: a de um barco, de um caixão…,etc. O futuro dessa pessoa será ditado pelo aspecto que a clara tomar na água do copo."
sábado, junho 04, 2011
Flores silvestres e insectos (I)
Flores silvestres e insectos que podem encontrar-se localmente. Cores invulgares e a convivência de insectos e flores. Faça um passeio e, atentamente, observe as maravilhas da natureza.
(Fotos cedidas por Iracema Azevedo Leitão)
Sª de Vila Maior - 2011
Aqui publicamos as imagens que nos chegaram da Festa da Sª de Vila Maior deste ano.
Com banda de música, rancho folclórico, procissão e o renovar de tradições ancestrais.
De notar que também a imagem do padroeiro, Santo Amaro, compareceu este ano na procissão, solenizando mais a manifestação religiosa.
Agradecemos a Catarina Felício que nos cedeu as fotos agora publicadas.
domingo, maio 29, 2011
Festa de Nª Sª de Vila Maior
Hoje, último domingo de Maio, realiza-se a festa anual mais concorrida da aldeia.
Música, foguetes, cor, luz e um ambiente festivo a acordar a aldeia.
A missa campal solene no Santuário de Vila Maior.
Um pic-nic melhorado, um dia diferente, um dos poucos dias de convivio de toda a aldeia.
Espero que alguém mande fotos ou alguns segundos de filmagem, para aqui noticiar.
Um bom dia para todos!
AM
sexta-feira, maio 20, 2011
Memórias e Tradições (II)



Estas preciosas fotos reportam-se à Festa da Senhora de Vila Maior no ano de 1960.
Aqui poderão reconhecer-se muitos dos nossos conterrâneos na festa mais concorrida da aldeia.Também aqui poderemos conferir a evolução dos tempos e os cuidados trajes domingueiros.
Mais um contributo interessante para a história da aldeia.
segunda-feira, maio 16, 2011
Memórias e Tradições ( I )
(Fonte: Chãos - Relatório Linguístico, Etnográfico e Folclórico, 1971
de Iracema Azevedo Leitão)
O povo de Chãos manifesta uma grande devoção pela Senhora de Vila Maior, cuja pequena capela se situa a aproximadamente 3 km da povoação. É no último domingo de Maio que se realiza a festa em honra da santa. Para lá se ia (e se vai) a pé ou de burro, carregando as cestas com o jantar ( o almoço) e a merenda, por caminhos acidentados no meio das giestas e do granito.
Era grande a afluência de pessoas das aldeias vizinhas, à excepção de Casteição. Este facto deve-se à rivalidade entre Chãos e Casteição, rivalidade essa provocada pela própria santa. Com efeito, nos inícios do século XX, o povo já tinha uma grande fé na Senhora de Vila Maior e, na altura das grandes secas ou das grandes chuvadas, os habitantes de Chãos e de Casteição faziam procissões com lanternas da capelinha para os respectivos lugares. Um dia, os habitantes de Outeiro de Gatos roubaram a santa e levaram-na para um palhal. Por alguns não concordarem com semelhante roubo, duas pessoas encarregaram-se de a restituir à capelinha. No entanto, tal não chegou a acontecer, pois as mesmas pessoas avistaram um moleiro. Fugiram e o moleiro avisou pessoas responsáveis, que depois levaram a santa para Casteição, mas com a condição de novamente a restituírem. Tal não aconteceu e Casteição ficou, perante os habitantes de Chãos, com a fama de ter roubado a santa, que ainda aí se encontra. A santa que se venera agora foi comprada depois pelo padre Bernardo, já muito velhinho.
A fé que o povo professava pela Senhora de Vila Maior ainda se manifesta numa frase, espécie de reminiscência das preces antigas, que as crianças proferem quando não querem que chova : “Senhora de Vila Maior, leve a chuva e traig’ó sol”.
O povo ainda acredita que antigamente existiu ali uma aldeia romana, que posteriormente viria a ser abandonada devido a uma praga de formigas. Estas eram de tal ordem que mataram todas as crianças de berço que ficavam a dormir enquanto as mães trabalhavam nos campos. Por esse facto a aldeia viria a ser transplantada para uma zona mais alta – Casteição, onde se encontram, segundo alguns, vestígios romanos.
Nota: Este interessante texto foi remetido pela sua autora, Iracema Azevedo Leitão, nossa ilustre conterrânea a quem agradecemos.
segunda-feira, maio 09, 2011
"A Primavera na aldeia"

segunda-feira, abril 25, 2011
Boa Páscoa
domingo, fevereiro 06, 2011
O granito e a obra
Uma bela foto da Igreja de Chãos, a maior obra da aldeia levantada com o empenhamento de toda a povoação.
Deve ser preservada como um símbolo de unidade e fraternidade, por crentes e não crentes, com a colaboração e a inteligência dos representantes da Igreja que aqui vão exercendo a sua função espiritual, sem perder de vista o bem comum, a convivência e aproximação de todos, de boa fé e de boa vontade.
AM
segunda-feira, janeiro 17, 2011
Padroeiro
Não se esqueçam do nosso SANTO AMARO.
Bom apetite para o salchão e para a chouriça!
(Mensagem anónima)
(15.01.2011)
segunda-feira, janeiro 10, 2011
Fogueira de Natal
(Mensagem anónima)
(27-12-2010)
Nota explicativa:
Por ausência na quadra natalícia peço desculpa
ao autor deste desafio por só agora publicar esta
mensagem.
Ficamos muito a tempo de encarar este desafio
para o próximo Natal!
AM
domingo, dezembro 26, 2010
Boas Festas e Feliz 2011
sábado, novembro 20, 2010
Um ano de blog
Contamos com a colaboração de todos e para todos. Mande notícias, fotos, novas ou antigas. Participe!
quinta-feira, novembro 11, 2010
Dia de S. Martinho


domingo, outubro 24, 2010
O granito, quase eterno
sexta-feira, outubro 01, 2010
Momentos e fotos
Pode clicar sobre esta foto e concluirá que estes belos gatos são feitos do mesmo "barro" que as telhas!
domingo, setembro 19, 2010
Tempo de colheitas na aldeia
O verão traz imagens e sabores que só na aldeia encontramos. Aqui e ali as árvores de fruto exibem a sua produção anual.
As fotos publicadas - todas da aldeia de Chãos - são uma pequena amostra de cores e sabores que encantam o tempo de férias e o tempo das colheitas que já vai adiantado. Culminará com a chegada grandiosa das castanhas que ocupam lugar predominante na produção da região. Seguir-se-ão as cores de fogo, em que as folhas das árvores e as vinhas mudam de cor e transformam a paisagem. Cada época tem os seus encantos.
quarta-feira, setembro 01, 2010
A escola de Salazar
Corria a década de sessenta (1950 e tal... que o diga com mais rigor quem melhor souber), quando foi construida a escola. E as cantorias afinadas de "Deus dê saúde a Salazar que uma escola nos quis dar"...
O imóvel está representado na fotografia (edifício situado à direita), e tinha a arquitectura das escolas que foram construídas um pouco por todo o País.
Foi a revolução do ensino na nossa aldeia, com professora residente. Por ali passaram várias gerações.
Apesar de, actualmente, estar abandonada, por falta de alunos, cumpriu durante muitos anos as suas obrigações e está ligada a vastas recordações de quantos ali estudaram, com palmo e meio, da 1ª à 4ª classe. Reunia ali, na mesma sala, as quatro classes.
É uma lembrança que aqui fica, nesta altura em que se aproxima a reabertura da escola para os mais novos.
sexta-feira, agosto 13, 2010
Férias 2010











