quinta-feira, março 08, 2012

Jogos tradicionais


O JOGO DO PREGO
Consistia em marcar um ponto no chão, de onde todos os participantes partiam. Ia-se espetando o prego no chão e fazendo riscos no mesmo, tentando fechar os outros participantes, espetando o mais próximo possivel de outras linhas que os outros iam fazendo, para eles não poderem ou terem mais dificuldades em sair sem tocarem nas linhas dos adversários. Cada vez que se lançava o prego e ele não ficasse de pé, passava a vez a outro participante.
Ganhava o que conseguisse fechar todas as saidas aos adversários.

JOGO DO PIÃO
Fazia-se um circulo no chão, para onde se lançavam os peões. O jogo consistia em: um jogador lançava o peão para o circulo, o outro tentava com lançamento do seu peão retirar o outro de dentro do circulo enquanto este estivesse a rodar.
Por vezes, os peões ficavam danificados, outros partiam devido ao impacto do peão do adversário, pois estes tinham um bico de ferro.
O jogo terminava quando só quando um jogador conseguisse sobreviver.

Um amigo do Chãos.
(Texto recebido de Victor Galvinas)

terça-feira, fevereiro 21, 2012

O Entrudo


O “Entrudo”ou “Intrudo” era o termo com que se designava o Carnaval. Na véspera, os rapazes tinham por costume “deitar as pulhas”. Este divertimento consistia em casar as moças do lugar, num ambiente de total liberdade para quase tudo dizer ou fazer, como, por exemplo, anunciar o casamento de uma moça rica com um rapaz pobre, etc. Para isso, à noite, colocava-se cada rapaz num canto da aldeia e, com uns funis de vinho, apregoavam bem alto os casamentos e as respectivas prendas bem disparatadas.
Simultaneamente emitiam e repetiam fortemente uns sons fechados em “u”, num conjunto de cinco ( hu!hu!hu!hu!hu!!!...), sendo o primeiro mais forte e decrescendo até ao último mais fraco. Eram as chamadas “arrefufadelas”, que se sucediam durante toda a noite e por todos os cantos da aldeia, para que todos ouvissem.
Também havia o costume de, à noite, lançarem “bugalhos” dos carvalhos para dentro das casas, num momento de distração dos respectivos donos.
No próprio “Dia do Entrudo”, os “entrudeiros” passeavam-se pelas ruas da aldeia, usando da liberdade que o dia lhes conferia para brincarem e perseguirem os adultos e sobretudo as crianças apavoradas. Vestiam roupas mais fora do vulgar, como saias compridas, lenços, calças (para as mulheres, em especial), chapéus ou bengalas. No início, não tapavam a cara, segundo alguns, mas depois tornou-se hábito taparem-na com uma toalha ou naperon rendado Este subterfúgio promovia uma maior liberdade por parte dos “entrudeiros”, bem como a curiosidade dos “espectadores”em adivinharem quem se esconderia por baixo daquelas calças ou saias, dificuldade acrescida visto que os mesmos, de propósito, não proferiam uma única palavra.


Texto de Iracema Azevedo Leitão

sexta-feira, fevereiro 17, 2012

Brasil

Muitos foram os naturais de Chãos que rumaram ao Brasil no século passado.
Aqui transcrevemos um mail recebido do Brasil, de um cidadão brasileiro e esposa que têm família em Chãos, para conhecimento de eventuais familiares, que nos remeteu um comentário que poderão consultar em "A Casa do Senhor Raul":

" Sou Brasileiro. moro no Brasil,sou filho da senhora Florina da familia neves. ja falecida.devo ir a Portugal no mes 07/2012. devo visitar o Chãos com a minha esposa Maria Alice tambem nascida ai em Portugal na cidade de Viseu,devo visitar a minha prima Armandina que vive ai no Chaõs. abraços a todos.Armando D'Almeida vila Matilde São Paulo Brasil."


P.S.- Espero comentários dos familiares ou dos próprios que por este meio comuniquem. Tenho ideia de ouvir falar no nome Florinda, mas creio não ser do meu tempo. Alguém pode esclarecer?

domingo, fevereiro 05, 2012

Foto antiga


Aqui fica uma foto, ainda a preto e branco, com algumas décadas, para comparação com a actualidade.
Verifique as alterações, nomeadamente com a foto que serve de entrada ao blog.
AM

domingo, dezembro 25, 2011

Feliz Natal e Bom Ano de 2012!

Caros conterrâneos,
Encaminhamo-nos para o fim de mais um ano e início de outro.
Em 2011, como nos anos anteriores, convivemos com tristezas e alegrias.
É tempo de entrarmos no novo ano com optimismo, ultrapassar as dificuldades que sempre existem, principalmente nos tempos que correm.
Aqui estaremos para dar eco a qualquer comunicação que se dignarem enviar-nos.
Desejamos a todos um Feliz Natal e BOM ANO NOVO.
AM

quinta-feira, dezembro 01, 2011

Segundo ano de blog

Conforme referimos o ano passado por esta altura, este blog iniciou-se em 2009-10-31.
Em 2010-11-19 foi instalado o contador de entradas no blog ("Bravenet Free Counter") que permite conhecer o número de entradas, novos visitantes e mesmo verificar de onde são os visitantes mais recentes, entre diversas outras estatísticas interessantes.
É simples, participar através do e-mail : chaosdemeda@gmail.com , acessível em qualquer parte do mundo.
Aqui ficam algumas curiosidades com referência ao último ano:
Visitantes ........................................... 2.268;

Entradas no blog (incluindo as repetidas

entradas dos mesmos visitantes) ........................... 6.660;
Têm acedido ao blog pessoas das várias regiões de Portugal e de diversos países da Europa, principalmente da França, mas também do Brasil, USA (Estados Unidos), São Tomé, e Canadá.
Contamos com a colaboração de todos os que quiserem participar para que este seja um ponto de encontro para os naturais e amigos de Chãos, onde quer que se encontrem. Mande notícias, fotos, novas ou antigas. Consulte, reveja notícias e informação antiga no blog e participe! Não se preocupe com a forma, a escrita e a estética, que nós o faremos aquando da inserção no blog.
Neste último ano salienta-se, por ter sido a mais relevante, a participação da nossa conterrânea Iracema Azevedo Leitão que deu novo fôlego ao blog, com memórias interessantes da vida da aldeia, quer com textos quer com excelentes fotos.

Por aqui espero encontrá-los.

Antero Monteiro

sábado, novembro 05, 2011

Fauna e Flora 2



Imagens de fauna e flora
Autoria de Iracema Azevedo Leitão
(música de Carlos & Miguel "Marquise")

quinta-feira, novembro 03, 2011

Associação de Melhoramentos de Chãos

Para informação de todos os conterrâneos ou interessados em se inscreverem, aqui deixamos informação importante:


Conforme deliberação da Assembleia Geral, existem dois tipos de membros:



1- Membros/utilizadores/beneficiários;



2- /Membros/Sócios com capacidade eleitoral;

São utilizadores/beneficiários da Associação todos os naturais e seus cônjuges, filhos, netos, bisnetos, etc. e moradores.

Têm capacidade eleitoral aqueles utilizadores/beneficiários que estiverem formalmente inscritos como sócios.

Já existem sócios fundadores, sócios que foram/são membros dos órgãos sociais e sócios beneméritos que estão isentos do pagamento da jóia de 25,00 euros.

Todos os que pretendam ser sócios com capacidade eleitoral terão de preencher uma ficha, pagar a jóia de 25,00 euros.



3- A quota anual (com efeito a partir de Janeiro de 2011) é de 25,00€ para todos os sócios.


4- Oportunamente serão marcadas as próximas eleições (prevê-se que em finais de Dezembro 2011/inicio de Janeiro em data a combinar).


Só pode ser eleito para os órgãos sociais quem tiver as quotas em dia.


Conta bancária:

A conta aberta no BCP foi encerrada, para evitar despesas de manutenção incomportáveis, uma vez que não há por agora valores significativos que justifiquem as despesas bancárias inerentes.


Assim, quem pretender pagar as quotas fará entrega dos valores a um dos elementos da Direcção em dinheiro ou em cheque.


As propostas para sócio podem ser feitas em folha A4, ou mesmo verbalmente, sendo o comprovativo o recibo do pagamento da jóia e quota, até ser emitido o cartão de sócio com o número atribuído.


As propostas de sócio podem ser entregues a qualquer dos dirigentes:

Virgílio Santos Taborda; João Queirós da Silva; Constantino da Silva; Manuel Galvinas; José Vítor Galvinas; Jorge Silva ;

A Associação está aberta, por regra, nos domingos à tarde. Qualquer pessoa ali se pode deslocar ou contactar um dos elementos da Direcção, pessoalmente ou via correio.


(Agradecemos esta informação prestada por Jorge Silva)

quinta-feira, outubro 20, 2011

A força da natureza







Vão longe os tempos em que esta casa ( "A Casa do senhor Raul" ) e o seu jardim frontal eram o espelho da aldeia.

Com a ruína da casa emergiu a força da natureza, nas plantas que a rodeiam.

A imponência da trepadeira que abraça toda a edificação é de facto invulgar.

Trata-se de um exemplar raro que merece ser preservado na medida do possível.

Há sempre um lado positivo das coisas e da vida.

Aqui ficam estas fotos para admirar.

AM

domingo, outubro 16, 2011

As " Botelhas "



Durante as segadas e outras tarefas agrícolas, todos bebiam o vinho tinto da região por "botelhas" como as da foto.

Sucediam-se as "rodadas" e, para além de matar a sede, alegrava os ranchos de trabalhadores nas tarefas mais árduas.

Como pode verificar-se, com o uso, as "botelhas" iam adquirindo a cor do vinho tinto.

(Foto enviada por Iracema Azevedo Leitão)

quarta-feira, setembro 14, 2011

Segadas (4)

"Seitoira"



Como refeições principais nas segadas, havia o “almoço” (o pequeno-almoço), a “fatiga”, a meio da manhã, o “jantar” (o almoço) por volta do meio-dia, a merenda e a ceia. Ao “almoço” podiam servir batatas com bacalhau ou uma “barranha” ou alguidar vidrado de ovos cozidos acompanhados de molho de azeite e vinagre. Se o patrão tivesse pouco azeite, era evidente que o vinagre predominaria no molho. Podiam servir sopa, e tudo acompanhado com “fatigas” (fatias) de pão centeio. A meio da manhã serviam a “fatiga”: presunto, chouriço cru, queijo, ovos fritos, pão e vinho . Ao “jantar” eram servidas migas recheadas com bacalhau, em que o pão era cortado às fatias e molhado, certamente com a água do bacalhau e enriquecido com alho e ovos cozidos, ambos às rodelas. Era costume também servir grandes barranhas ou alguidares com arroz (batatas ou massa), acompanhado de couves e pedaços de carne gorda ou entremeada de porco ou fumeiro. Na merenda eram típicas as “migas de vinho”, confeccionadas com pequenas fatias de pão centeio, vinho e açúcar. Serviam igualmente as “migas de leite” (pão, leite e açúcar), bem como as “papas doces”, confeccionadas com farinha algo grosseira de milho (o “relão”), leite e açúcar. A ceia regulava pelo “jantar”.
(Participação de Iracema Azevedo Leitão)

Segadas (3)

(Dedeiras)


A feitura do rolheiro obedecia a regras, de forma a proteger o grão das chuvas e dos roedores. Colocava-se no chão do campo ceifado uma pedra alta e de boas dimensões. Os molhos iam sendo encostados em círculo à pedra com a “torada” (os toros dos caules) para baixo e as espigas para cima. Iam-se empilhando os molhos, sempre com as espigas para dentro. Na cobertura do rolheiro, acomodavam-se os molhos numa linha inclinada para o mesmo lado, com as espigas para baixo, de forma a que, se chovesse, a água pudesse escorrer.
Nos tempos em que, na aldeia, ainda havia gente para trabalhar era comum irem “ganhar o dia p’ra outrem”. E, na altura das segadas, eram frequentes as migrações de habitantes para a chamada Terra Quente, zonas situadas mais a norte, na direcção do rio Douro. Algumas dessas terras, ainda presentes na memória de alguns, são, entre outras, Relva, Marialva e Tomadia.
Na véspera, um contratador percorria a aldeia para recrutar os homens ou mulheres que quisessem ir segar para a Terra Quente. No dia da partida, saíam de manhã bem cedo, a pé, e só chegavam à noite. Dormiam no chão em palhais ou cobertos pertencentes às casas dos patrões.
Era duro o trabalho nessas terras devido à enorme extensão dos campos a ceifar (chegavam a levar duas horas para segar os dois ou três regos de um extremo ao outro do campo) e à falta de sombras que pudessem proteger do sol escaldante. Deste modo, até a refeição do meio-dia (o “jantar”) era realizada ao sol, devido à falta de árvores. Por outro lado, era frequente o patrão contratar um “picador”, ou seja, um segador experiente que serviria para “picar” ou espicaçar o pessoal, levando-os a segar mais depressa.
(Participação de Iracema Azevedo Leitão)

sábado, agosto 27, 2011

As segadas (2)


Para que a ordem reinasse durante as segadas, existia o “manegeiro”, homem que também segava, geralmente à frente, e que indicava aos homens e mulheres a sua posição no terreno e modos de proceder.
Havia duas formas de segar: “segar à socada” e “segar à roncha”. Quando as searas eram extensas e pouco acidentadas, segava-se “à socada”. Ou seja, os segadores segavam os regos não ao lado uns dos outros , pois tocar-se-iam com a seitoira e o cereal, (o que embaraçaria o trabalho), mas, sim, formando uma linha oblíqua, seguindo uns atrás dos outros sem se tocarem, mas nos regos ao lado. Quando o cereal se encontrava num “cabeço” (pequena elevação) ou numa pequena “poça”, então segava-se “à roncha”, ou seja, sem ordem e com mais liberdade.
A porção de centeio que o segador segurava na mão e cortava era a “manada”, que, por sua vez, ia deixando sobre o “restolho” (caules do centeio cortado e agarrados à terra). As manadas eram agrupadas em “gavelas” e estas em molhos. Os molhos eram atados com um “bancilho” feito com duas pequenas porções atadas pelas espigas de cereal ceifado e eram empilhados no próprio local, de forma a fazer o “rolheiro”, cujos molhos seriam, semanas mais tarde, transportados para a eira.



(Participação de Iracema Azevedo Leitão)

domingo, agosto 14, 2011

Memórias e Tradições (IV)

As segadas (1)
As segadas (as ceifas) realizavam-se em Julho e constituíam um dos pontos altos da actividade agrícola de Chãos. Eram abundantes os campos de centeio, semeado em lugares mais altos e secos, deixando as “poças” (campos mais baixos) para o cultivo especial da batata, pela sua humidade e fertilidade.
Eram dois os utensílios fundamentais usados nas segadas (e que os homens e mulheres geralmente levavam ao ombro): a “seitoira” ( a foice) e as “dedeiras”. Estas serviam para proteger os dedos da mão que segurava os caules de centeio na parte inferior e mais próximos da zona de corte da seitoira. Eram constituídas por dois “dedais” de couro, ligados por tiras igualmente de couro.. Um dos dedais era introduzido nos dedos mindinho e anelar. O outro era introduzido no dedo maior. Ficavam livres os dedos indicador e polegar . Enrolavam-se as tiras de couro ao pulso e cruzavam-se para que as dedeiras ficassem bem seguras e ligadas. Se o segador fosse esquerdino e, portanto, manejasse a seitoira com a mão esquerda, as dedeiras eram colocadas na mão direita.
Fazia-se distinção entre homens e mulheres quando “segavam a torna”, pois os homens “levavam” (segavam) três regos de cereal, enquanto que as mulheres levavam apenas dois. Curiosamente, os homens metiam o cereal do rego do meio entre as pernas e iam segando os três regos.


(Participação de Iracema Azevedo Leitão)


A aldeia e as férias

O mês de Agosto é por tradição o mês preferido para férias.
São muitas as festas populares em todas as aldeias. Animam, com muito maior afluência, os mercados semanais das segundas-feiras na Mêda, os mercados da sexta-feira e a ancestral e famosa feira anual de Trancoso. Encontram-se os familiares chegados de várias proveniências. Seria uma boa altura para este blog se dar a conhecer e intensificar publicações e temas de interesse para os nossos conterrâneos. Mas também o moderador deste blog tem estado ausente pelos mesmos motivos. Aqui desejamos boas férias e boas viagens a todos.

Não se esqueça de subir aos miradouros à sua disposição ( calvário junto ao campo de futebol; marco geodésico de Casteição ou campanário; marco geodésico, na estrada de Casteição a Pai Penela ) e respirar fundo ao desfrutar paisagens grandiosas que o bom tempo e o bom humor das férias disponibilizam!
Não se esqueça de passar a mensagem e dar a conhecer este blog principalmente aos conterrâneos ausentes de Portugal.
E participem!

terça-feira, julho 26, 2011

O Senhor dos Aflitos




Há uns meses publicámos aqui belas imagens floridas envolvendo O Senhor dos Aflitos.
Voltamos agora com nova imagem, colhida em 10 de Junho, testemunhando a meritória obra de recuperação do pequeno jardim e d’ O Senhor dos Aflitos, que não sabemos a quem se deve. Aqui fica público reconhecimento pelo trabalho feito.
Apenas um inconveniente: o poste de electricidade a assombrar este lugar, com manifesta falta de sensibilidade, de estética e de respeito pelos mais elementares princípios de urbanismo.
Alguém (a Junta de Freguesia, por exemplo) que mande tirar aquele poste dali, com urgência e que aproveite também para mandar retirar pela base o poste dos telefones (?) plantado no campo de futebol, junto ao sitio mais nobre do calvário.

domingo, julho 03, 2011

“Associação de Melhoramentos de Chãos” - 25 anos

Esta Associação foi constituída no dia 21 de Outubro de 1986 por alguns dos nossos conterrâneos (o documento notarial da sua constituição foi subscrito por Abel Azevedo, Eusébio Rodrigues, João Albino, Amadeu Silva e Jacinto Martins).

O objecto desta Associação é a “promoção cultural, recreativa e desportiva dos habitantes do lugar de Chãos, freguesia de Casteição, concelho de Meda, a reparação ou construção de edifícios de interesse público e ainda a realização de melhoramentos locais e tudo o que seja de utilidade para a localidade.”

A Associação é actualmente dirigida por uma Direcção presidida por Virgílio Taborda. A obra mais visível desta Associação é a conhecida “Casa do Povo(foto abaixo - clique para ver em dimensão normal) construída junto ao campo de futebol, com recentes melhoramentos.

A Associação vive de fundos resultantes de quotizações dos associados e quaisquer donativos que lhe sejam oferecidos, bem como saldos de festas ou espectáculos por ela organizados.

Tanto quanto sei não está fixada qualquer quota mensal ou anual, mas a Associação tem conta bancária no Banco Millennium bcp da Meda, sendo certamente agradecidos quaisquer fundos que ajudem a desempenhar os fins que se propôs prosseguir.

Este blog fica ao dispor da Associação para publicar notícias da sua organização e vida democrática, nomeadamente convocatórias de assembleias, decisões das assembleias anuais de aprovação de contas e nomeação de órgãos sociais ou extraordinárias, apelos ou motivação para realizar qualquer obra ou melhoramento que a colectividade aprove, queira levar por diante, com apoio dos associados, sem perder de vista o envolvimento geral dos naturais e amigos da aldeia em geral, onde quer que se encontrem.

Conta da Associação: NIB 0033 0000 45371132111 05


(Foto AM Jun2011)

sábado, junho 18, 2011

Memórias e Tradições (III)



O S. João

Fonte : Chãos - Relatório Linguístico, Etnográfico e Folclórico, 1971 – Iracema
Azevedo Leitão

"O S. João constitui igualmente uma festa muito alegre, agora nem tanto, como todas as festividades, devido à falta de gente jovem.
Nesse dia, a gente mais nova invade os arredores mais agrestes da aldeia para arrancar e fazer molhos de rosmaninhos e belas-luzes. Os molhos são colocados no “Tesinho” (um dos principais largos do “Povo”) e, à noite, acende-se a fogueira, que constitui o centro de atracção da festa. Simultaneamente outras fogueiras se acendem noutros recantos da aldeia.
Ao som da concertina, e à volta da fogueira, desenrola-se o baile, ao mesmo tempo que se salta por cima das labaredas para que o fumo e o cheiro intenso afastem as “cobras chocas”. Dizem que se deve saltar a fogueira pelo menos três vezes.
As pessoas mais velhas referem-se a um costume antigo característico do S. João: nesse dia, as moças solteiras levantavam-se antes de o sol raiar e iam lavar-se na água de sete nascentes ou “espulinhavam-se” ( revolteavam-se) sobre um campo de linho coberto de orvalho.
As moças solteiras ainda cortam flores de cardo, as alcachofras, e chamuscam-nas no fogo. Depois enterram-nas, deixando os caules de fora. No dia seguinte desenterram-nas e procedem a uma observação: se as ditas flores estiverem rebentadas, é sinal de que “o amor” gosta delas e lhes corresponde.
Outro costume ainda se mantém: nessa noite deita-se a clara de um ovo num copo cheio de água e, de manhã, antes do sol nascer, a pessoa irá ver a configuração que a clara tomou: a de um barco, de um caixão…,etc. O futuro dessa pessoa será ditado pelo aspecto que a clara tomar na água do copo."



Nota: As fotos, acima publicadas, de "belas-luzes" e "rosmaninho" foram também cedidas por Iracema Azevedo Leitão.

sábado, junho 04, 2011

Flores silvestres e insectos (I)









Flores silvestres e insectos que podem encontrar-se localmente. Cores invulgares e a convivência de insectos e flores. Faça um passeio e, atentamente, observe as maravilhas da natureza.



(Fotos cedidas por Iracema Azevedo Leitão)



Sª de Vila Maior - 2011







Aqui publicamos as imagens que nos chegaram da Festa da Sª de Vila Maior deste ano.
Com banda de música, rancho folclórico, procissão e o renovar de tradições ancestrais.
De notar que também a imagem do padroeiro, Santo Amaro, compareceu este ano na procissão, solenizando mais a manifestação religiosa.
Agradecemos a Catarina Felício que nos cedeu as fotos agora publicadas.