sexta-feira, março 29, 2013

Feliz Páscoa

(Foto de Iracema Leitão)

Já em tempo de primavera,
com a presença frequente da chuva e do frio,
mas esperando para breve temperaturas mais suaves e
as crescenças espontâneas de toda a vegetação e a decoração das flores nos campos da aldeia,
aqui ficam votos de Feliz Páscoa para todos os naturais e amigos de Chãos.

E mantenham a tradição!
As filhós, os biscoitos e os bolos de Páscoa, não podem esquecer.



(Foto de Iracema Leitão)
 

domingo, fevereiro 17, 2013

Meda - Freguesias do Concelho de Meda

(Torre da Igreja de Casteição)

REORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA DO CONCELHO DE MEDA
Finalmente foi publicada lei que determina a reorganização das freguesias:
Lei n.º 11-A/2013, de 28 de janeiro, (Reorganização administrativa do território das freguesias).
O concelho de Meda, como era previsível, devido à cada vez menor densidade populacional das freguesias, sofre também as alterações seguintes:

Município de Meda
São criadas, por agregação, as novas freguesias:
- UNIÃO DAS FREGUESIAS DE MEDA, OUTEIRO DE GATOS
E FONTE LONGA                             que ficará com sede na MEDA
- UNIÃO DAS FREGUESIAS DE PROVA E CASTEIÇÃO  
                                               que ficará com sede na PROVA
- UNIÃO DAS FREGUESIAS DE VALE FLOR, CARVALHAL
E PAI PENELA                 que ficará com sede em VALE FLOR

Mantêm-se as restantes freguesias:

- AVELOSO ………………………………          AVELOSO
- BARREIRA ………………………………        BARREIRA
- CORISCADA ……………………………         CORISCADA
- LONGROIVA ……………………………         LONGROIVA
- MARIALVA ……………………………          MARIALVA
- POÇO DO CANTO ………....         POÇO DO CANTO
- RABAÇAL ……………………………..           RABAÇAL
- RANHADOS …………………………         RANHADOS
Para mais pormenores, poderá consultar a lei clicando aqui:   http://dre.pt/pdf1sdip/2013/01/01901/0000200147.pdf  

As alterações do Município de Meda encontram-se na página 552 (69).

domingo, fevereiro 03, 2013

O passado e o presente

"Chãos - anoitecer de inverno"

Esta fotografia, de rara beleza, junta casas antigas, um pombal, os carvalhos antigos, o campo, um rebanho e a paisagem desassombrada da nossa aldeia, traduzindo a face rural, mas salientando também a supremacia que nos confere uma altitude interessante (cerca de 870 metros) para encarar montes e vales e ver desaparecer o sol em toda a sua magnitude...
Apenas o poste dos telefones ( ou será da electricidade? ) ali marca a modernidade, mas passa despercebido, quase como mais um tronco de árvore.
Transparece este tempo de inverno e a inspiração de alguma nostalgia.
Esta foto, partilhada com o blog por Iracema Azevedo Leitão, podia ser tirada na actualidade ( como foi ) ou há uns séculos ( assim houvesse máquina fotográfica ). Agradecemos à autora mais este contributo.

quarta-feira, dezembro 26, 2012

Castanhas fritas - sugestão

A propósito de castanhas e da forma como habitualmente se saboreiam...
No passado mês de Novembro, eu e meu marido fomos  a uma “petisqueira” excelente, que faz parte da nossa lista de preferências e onde gostamos de levar os amigos. Depois da habitual degustação dos vários petiscos servidos, foi-nos oferecido – gentileza da casa – um pratinho de castanhas fritas.

Preparação facílima:
cortam-se para não estourarem e sem mais nada, fritam-se em óleo bem quente (+-180º) durante 5 a 7 minutos. Ficam deliciosas. Vale a pena experimentar.
Natércia Veríssimo

terça-feira, dezembro 25, 2012

Boas Festas e Feliz 2013



Mais um dia de Natal.
Como sempre, é nestes dias que vêm à memória as lembranças dos velhos tempos, desta aldeia hoje pouco habitada, onde viviam centenas de pessoas, sobrevivendo da agricultura.
Estes dias festivos, de melhor repasto e doçaria tradicional ( filhós, arroz doce, biscoitos, entre outros), e uma prenda na bota, no tamanco ou mesmo, mais raramente, no sapato, tornavam o dia memorável.
Lembro ainda algumas dessas prendas importantes: uma laranja, uma moeda de 2$50 (hoje 0,0125 €), uns rebuçados, uma boneca ou uma pequena bola de borracha… Uma destas coisas em cada ano! Mas estávamos nos tempos em que não havia dinheiro. Em geral, construíamos os nossos brinquedos.
Na noite de consoada os homens juntavam lenha, com grandes troncos e faziam uma fogueira enorme, normalmente no largo da igreja, onde a noite gélida era temperada com vinho tinto e bagaceira, tudo local e de primeira qualidade, sem aditivos ou conservantes… Lá chegavam o pão e alguns petiscos, uma ou outra chouriça, nacos de presunto e pão. E ali ficavam até altas horas da madrugada. O dia de Natal incluía a missa mais demorada e solene que reunia toda a povoação. A Igreja exibia sempre o seu presépio artesanal, com as imagens inevitáveis de S. José, N. Senhora e o menino Jesus, com os Reis Magos, animais de várias espécies, muito musgo, declives, imitação de cascatas e um número de pormenores, que faziam de tal construção uma obra de arte. Ainda hoje assim deve ano a ano renovar-se, mantendo a tradição.
É nesta onda de tradição que deixamos aqui, a todos, os votos de Boas Festas e Feliz 2013.

quinta-feira, dezembro 06, 2012



Chãos - uvas ao ar livre em pleno Dezembro!

É dificil acreditar, mas é verdade. O senhor Constantino Ladeiras quis guardar as suas uvas para ir consumindo no Inverno. Então decidiu cobrir com um toldo grosso a sua parreira de uvas de mesa, situada no pátio abrigado de sua casa. O toldo protege da geada e das temperaturas muitas vezes negativas, que, por sua vez, fazem o trabalho de conservação das uvas.
E com a vantagem de que as mesmas continuam a ser alimentadas pela seiva da sua cepa.
É mesmo para dizer: um belo trabalho de engenharia agrónoma e, como diz o poeta, "um saber de experiência feito"!

(Texto e fotos de Iracema Leitão)

 

domingo, dezembro 02, 2012

Aldeia de Portugal e do Mundo

Entrámos, há cerca de um mês, em mais um ano da existência deste blog (iniciado em 2009-10-31).

É fácil participar neste blog através do e-mail : chaosdemeda@gmail.com , acessível em qualquer parte do mundo.
A título de balanço, constatamos alguns números:

Visitas ao blog até esta data .................................. 10.025;
Pessoas que entraram no blog…(cerca de)…………. 3.506;

Acederam ao blog pessoas de quase todas as regiões de Portugal continental e Ilhas, de diversos países da Europa, mas também frequentemente do Brasil, USA (Estados Unidos), Canadá, São Tomé e Príncipe e muitos outros.
Se consulta habitualmente o blog, não se esqueça de o dar a conhecer aos seus familiares e amigos, mantendo-os ligados a esta pequena aldeia de Portugal e, por esta via, do Mundo.
Pelas informações que nos dá o contador inserido no blog é ao domingo que mais pessoas visitam o blog.
Se quiser e puder, mande notícias e fotos, antigas ou novas, relacionadas com a aldeia ou as suas gentes.

Veja a localização dos últimos dez visitantes (cada pequeno círculo vermelho corresponde a um visitante ou vários da mesma localidade):
(Informação de "Bravenet Free Counter" - inserido no blog)

quinta-feira, novembro 22, 2012



"Castanheiros às portas de Chãos: o velho e o novo..."
(Fotos recentes de Iracema Azevedo Leitão)

Está quase a acabar mais uma época de castanhas. As castanhas de excelente qualidade da aldeia de Chãos. Assadas ou cozidas, as castanhas e, também, a jeropiga continuam a ser uma marca importante do começo do tempo frio. Importantes para socializar as pessoas, pelas melhores razões.
Mantenhamos a tradição.
Muito obrigado à autora das belas fotos acima publicadas, tão genuínas e oportunas.

domingo, novembro 11, 2012

S. Martinho - as boas memórias da aldeia


(Flor de castanheiro - Fotos de Iracema Azevedo Leitão) 

Como em muitas outras terras da Beira Interior, a batata e a castanha eram os produtos da terra que melhor garantiam a subsistência alimentar da população, sobretudo durante o Inverno.
No tempo das castanhas, quase todos os dias à noite se cozia uma panela de barro de castanhas ou se assavam algumas nas brasas da fogueira. Por vezes, um copinho de jeropiga alegrava e enriquecia o sabor das castanhas na boca.
No dia de S. Martinho, era costume fazer-se um magusto colectivo num pinhal:
limpava-se um círculo no chão do pinhal, aí se deitavam as castanhas golpeadas (para não estourarem e causarem alguns danos ou risos) e cobriam-se de “carumba”(folhas do pinheiro). Ateava-se o fogo e iam-se remexendo até assarem.
As castanhas depressa se deterioravam. Para as conservarem, as pessoas secavam-nas no “caniço”, série de finas ripas de madeira unidas e colocadas no tecto da cozinha, ao alcance do calor e do fumo da fogueira. Também havia quem as conservasse frescas em areia, dentro de cântaros de barro.
Às castanhas secas tiravam-se depois as cascas exterior e interior, sendo depois guardadas em pequenos sacos de pano. Muitas vezes, eram utilizadas na confecção da sopa de castanhas. Também era costume dar às crianças castanhas e figos secos quando corriam as casas a “cantar as Janeiras”.
A sopa de castanhas era frequente nas noites de Inverno, sobretudo quando nevava e as pessoas ficavam alguns dias impossibilitadas de sair de suas casas. Deitavam-se as castanhas de molho (retirava-se a casca interior, se ainda a tivessem) e depois coziam em água juntamente com um pouco de feijão vermelho e uma pitada de sal, tendo o cuidado para que os ingredientes não se desfizessem totalmente. Escusado será dizer que as panelas de ferro e a lenha acentuavam o excelente sabor adocicado desta sopa, tão apropriada para os dias frios.

(Texto e fotos de Iracema Azevedo Leitão)

segunda-feira, novembro 05, 2012

1º de Novembro - “Dia de Todos os Santos”

Porta principal da Igreja de Santo Amaro - Chãos
(Foto AM)
Cumpriu-se a tradição. A aldeia viu reunir os habitantes de todos os dias e os que chegaram, de perto e de longe, para celebrar a memória dos entes queridos que já partiram.

Depois da celebração de missa, houve a habitual romaria ou procissão até ao cemitério.

Numa povoação tão pequena, quase todos têm laços familiares e, se outros não existirem, ficam ainda os de amizade e solidariedade. Juntam-se as famílias celebrando a saudade e a vida, que tem sempre de continuar.

quinta-feira, outubro 11, 2012

Já lá vai o calor. Chega o frio nestas terras da Beira.


O tempo cumpre a sua rota de todos os anos.

As temperaturas dos próximos dias confirmam a chegada do frio. Aproxima-se o S. Martinho, a época das castanhas, a apreciação do conforto das lareiras.

Nos próximos dias as temperaturas máximas na aldeia ficam pelos 15 e os 18 graus.
As temperaturas mínimas estarão entre os 4 e os 6 graus. 

Pode sempre verificar o tempo que faz na aldeia, clicando duas vezes ao lado ( sobre o símbolo do sol ). 

domingo, setembro 23, 2012

Os sabores de infância


(Foto AM 14.08.2012 - Chãos)
Com a sucessão das estações do ano, o aldeão vai assistindo à incrível renovação da natureza.
No inverno, quase tudo parece agreste, improdutivo e desistente.
A primavera apresenta-se fulgurante, quase se notando o desenvolvimento das plantas no dia a dia.
Em breve, tudo florido, os pequenos frutos começam a aparecer por todo o lado.
As boas condições do tempo vão modelando  um ano próspero de abundância e boas colheitas ou,  uns poucos dias de frios tardios, com geadas e, muitas vezes, granizo,  podem vindimar antes de tempo e arrasar as esperanças de colheitas favoráveis.
A incerteza entre os anos de sorte e de azar, mantêm sempre a esperança de que o próximo seja de sorte.
Mas, como o fruto das diversas árvores  vai aparecendo em meses diferentes, nunca a falta de sorte é geral.
Actualmente, os supermercados vendem todas as qualidades de fruta, todo o ano, vindas do equador ou dos trópicos, do oriente ou ocidente. Apesar disso,  o chegar, colher e saborear, desta nossa pequena aldeia, transporta-nos aos sabores de infância, quase sempre inatingíveis, sem comparação, com fruta quantas vezes colhida ainda verde, passada por câmaras frigoríficas, em bolandas até chegar a casa de cada um. 

domingo, setembro 02, 2012

Curiosidades

Alguns dados deste blog, por mera curiosidade:
  • a hora de maior afluência é entre as 15h00 e as 16h00;
  • é ao domingo que se verificam mais visitas a este blog (17,71%);
  • em média, o blog tem 8,7 visitas por dia;
  • entram no blog em média 3 novas pessoas/dia;
  • em média, por dia, são consultadas11 páginas; 

quinta-feira, agosto 30, 2012

O regresso depois das férias na aldeia

Está a acabar mais um mês de Agosto.

A aldeia recebe os visitantes mais frequentes e aqueles que, só de longe em longe, regressam, procurando em mais uma estadia acumular sabores, cores, sol, afectividades, cultivando a nostalgia habitual de quem conhece a sua aldeia, todas as pessoas, as árvores, os frutos, as pedras da calçada, as nascentes, as casas, os pássaros e quase tudo o que interessa a cada um reconhecer e valorizar.
Alegrias, tristezas e solidariedade, habitam os dias desta aldeia.
Assim se acumulam razões, contentamentos, força anímica, por vezes, para mais um longo ano.
Para todos um bom regresso aos seus destinos de origem e mais um bom ano de trabalho.


sábado, julho 28, 2012

A "Casa do Sr. Raul" - uma boa notícia


Durante algumas décadas, assistimos à decadência da principal casa da aldeia, das edificações acessórias - a chamada "casa do sr. Raul" - e da "cerca". Por razões que aqui não interessa escalpelizar, até por não as conhecermos.
A boa notícia que damos aqui é que tais propriedades mudaram de donos, tendo sido adquiridas recentemente pelo casal Acácio António Ramos Guerra e Alice do Carmo Machado Matias Guerra.
Aqui esperamos que, com esta mudança de proprietários, tenha chegado uma época de recuperação de edificações e das muitas e exóticas plantas do jardim frontal desta bela casa, marcante para toda a aldeia.
Aos novos proprietários desejamos coragem, sorte, saúde e longa vida, para realizarem e fruirem a importante obra de que em boa verdade toda a aldeia beneficiará.
(Percorra este blog e encontrará muitas fotos e uma breve descrição do interior da própria casa).

segunda-feira, junho 25, 2012

Duas fotos da aldeia

Vista das Eiras para o Povo

Vista do Povo para as Eiras

Aqui ficam duas fotos dos dois aglomerados essenciais que formam a aldeia.
Desafiam-se aqueles que tenham melhores fotos desta ou de outras perspectivas a enviá-las para publicação.
Há sempre recantos e pormenores que merecem relevo, pelo motivo fotografado ou pela qualidade da foto.



quinta-feira, maio 31, 2012

As andorinhas

(Chãos - Largo do Tesinho - foto  de Junho de 2011)
(Clique em cima da foto para ampliar)
Migratórias, insectívoras, de pequeno porte, asas longas e pontiagudas. Aparecem com o tempo mais agradável, depois do inverno rigoroso. Constroem os seus ninhos. Esvoaçam em grupos, pousando em beirais e fios de telefone ou electricidade.
Graciosas, trazem uma especial animação à aldeia.
Em voos rasantes e rápidos, passam e voltam a passar, na sua incessante viagem para se alimentarem…

quinta-feira, maio 24, 2012

Festa de Nª. Sª. de Vila Maior

(Foto da Festa de 2011 - de Catarina Felício)
No próximo domingo, dia 27 de Maio, terá lugar a festa anual de Nª. Srª. de Vila Maior.
Com a tradicional missa no santuário de Vila Maior, banda de música, foguetes, os tradicionais almoços de família no parque das merendas ali existente e apropriado para o efeito.
Tempo de muita vida e verde, plantas renovadas, com folhas e flores, animando aquele pequeno planalto, donde se avistam aldeias vizinhas e uma vasta paisagem.
Compareça e envie-nos imagens, para que possamos dar aqui notícia do que por lá se passar.

terça-feira, maio 22, 2012

Casa do Povo - Eiras

Casa do Povo de Chãos
Aqui fica uma fotografia da "Casa do Povo", junto ao campo de futebol, donde se avistam várias aldeias vizinhas e uma paisagem desassombrada. Um dos principais símbolos da comunidade.
A sua construção está ligada à "Associação de Melhoramentos dos Chãos" fundada em 1986.  

domingo, maio 06, 2012

Chafariz das Eiras


O chafariz das Eiras, construído há umas décadas, constituiu  um melhoramento camarário de grande relevância. Tanto quanto sei (outras pessoas terão um conhecimento mais profundo e poderão trazer a sua ajuda a este blog) fica na rota de captação de água com destino ao Município de Meda. Foi um grande benefício para o aglomerado habitacional das Eiras (a aldeia de Chãos é essencialmente constituída por dois aglomerados habitacionais "Povo" e "Eiras", além de várias quintas circundantes).
Ali, a qualquer hora, passou a fazer-se o abastecimento de água corrente , para todos os usos de casa, e a dar-se de beber aos animais no pio (tanque), que se mantinha sempre cheio.
Também a escola (que se vê atrás do chafariz, na foto), ficou com acesso privilegiado à água.
Quase todos os conterrâneos têm actualmente água canalizada em casa, mas ao tempo da construção, era aqui que toda a gente se abastecia, com cântaros, regadores e outras vasilhas disponíveis. 
Ficam as boas recordações e a utilidade pública.