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sábado, dezembro 12, 2020
LIVRO “ CHÃOS DE MEDA “
( Dimensões do livro: 17 cm / 24 cm; número de páginas: 360);
Para aquisição, contactar a Autora: iracemaleitao@gmail.com 91 48 41 196.
Foi publicado um livro com o título de “Chãos de Meda” pela nossa
conterrânea Drª Iracema Leitão ( também conhecida por
Iracema Azevedo Leitão).
Obra de grande rigor histórico e cultural,
contem muitas manifestações da cultura transmitida de geração em geração e que,
doutra forma, estaria em risco de se perder. Certamente que vários aspetos
dessas manifestações culturais se foram desvanecendo ao longo dos anos,
perdendo-se elementos preciosos já ausentes mesmo num passado mais recente.
Reporta-se e suporta-se numa “abordagem etnográfica, folclórica,linguística e
histórica, seguindo, nos três primeiros itens, a metodologia da Ciência da
Etnografia: recurso à observação direta, à entrevista aberta ou a testemunhos
referentes à cultura material e espiritual de Chãos à data de 1971,
confrontando, sempre que possível, com a atualidade (inícios do séc. XXI)”, mas
abrange muitas outras vertentes.
Dentro da vertente etnográfica, salientam-se as
técnicas agrícolas tradicionais, a arquitetura, modo de se vestir e
alimentar,bem como a alguns rituais da vida observados no nascimento, no
casamento ou na morte. No campo do Folclore, tradicionalmente mais ligado à
parte espiritual, inserimos aspetos da religiosidade do povo de Chãos, as suas
crenças e superstições, canções e orações.
Além do enquadramento geográfico e
administrativo, faz um importante enquadramento histórico, dando relevo ao
estudo da evolução da população de Chãos comparativamente com a de Casteição.
Daí o recurso à análise dos Registos Paroquiais de Baptismos e de Óbitos (séc.s
XVII a séc. XX), bem como aos diversos Censos da População.
Obra de relevante e
surpreendente sentido cultural, histórico e etnográfico, centrada numa
localidade ( Chãos de Meda ), contem uma abordagem global das localidades
limítrofes de Casteição e Prova, mas também tocante das aldeias limítrofes e do
concelho de Meda, pelo que se torna uma referência, sem dúvida, para os
fregueses de Casteição, Prova e para toda a moldura global do concelho de Mêda.
Recomendamos vivamente esta obra marcante, que nos reporta desde há alguns
séculos até à atualidade, e sensibilizará especialmente todos os conterrâneos,
mas também, seguramente, as pessoas do concelho de Meda e, de um modo geral, as
vivências da nossa Beira Alta profunda.
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sábado, julho 27, 2019
Festa de Nª. Senhora de Vila Maior 2019
Como é tradição, realizou-se mais uma festa em honra de Nossa Senhora de Vila Maior, no Domingo, 26 de Maio. Aqui ficam algumas fotos enviadas a este blog e que nos permitem dar notícia de tal realização e do ambiente vivido, uma vez mais, naquele local de grande significado para a nossa aldeia.
Aqui fica, desta forma, um especial louvor a todos os que pelo seu trabalho e empenho têm conseguido manter este marco importante na vida da aldeia de Chãos, especialmente aos Mordomos que têm elevado e mantido esta festa que constitui um encontro de muitos naturais e amigos da nossa aldeia!
Salientamos, nas imagens abaixo publicadas, a participação da Banda Filarmónica do Aveloso e o Rancho Folclórico das Arnas. Não faltou o fogo de artifício, alegrando e marcando o dia festivo na aldeia.
Desfilaram no chão também sagrado com os passos dos nossos pais, avós e muitos outros antepassados, em marcante procissão os vistosos andores de Nª Senhora de Vila Maior, Santo Amaro e ainda de Nª Senhora de Fátima.
Agradecemos, mais uma vez, à nossa ilustre conterrânea Iracema Leitão, estas belas fotos.
P.S.: Por razões técnicas e motivo de férias,
só nesta data foi possível efectuar esta publicação.
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sábado, dezembro 23, 2017
sábado, maio 27, 2017
Festa da Senhora de Vila Maior
Cumprindo a tradição, realiza-se no próximo domingo, dia 28 de Maio, a festa anual promovida desde sempre pela Aldeia de Chãos, que reúne grande número de pessoas e conta com a animação habitual:
Música, fogo de artifício, missa no local e certamente um bom pic-nic, à sombra das árvores que rodeiam o Santuário.
O tempo estará fresco e com algumas nuvens, mas sem chuva, segundo as previsões (que pode consultar neste blog clicando na imagem do sol - lado direito).
Desejamos a todos os que comparecerem um dia agradável junto de amigos e família, e que corresponda às vossas melhores expectativas.
Antero Monteiro
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segunda-feira, outubro 31, 2016
(Fotos AM)
Importante tradição que beneficia agora de novas técnicas e equipamentos inexistentes na minha infância. A receita é fácil:
Lavam-se as castanhas; faz-se um corte no dorso da castanha de lado a lado; um punhado de sal grosso por cima das mesmas; forno com elas a contento (cerca de 40 minutos).
Acompanhe com jeropiga local ou a bagaceira tradicional!
Antero Monteiro
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sábado, dezembro 26, 2015
domingo, maio 31, 2015
Nª Sª de Vila Maior
(Fotos AM)
Com sol e temperaturas moderadas, celebra-se hoje a festa mais emblemática da nossa aldeia. Boa festa para todos os conterrâneos e amigos que, como habitualmente, hão de encher este recinto, num planalto desafogado e com paisagem grandiosa.
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sábado, janeiro 03, 2015
Feliz ano 2015
(Foto AM)
Tempo de inverno e lareira. O típico frio da aldeia, a anunciar mais um ano. Votos de saúde e bem estar para todos, neste ano de 2015.AM
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domingo, dezembro 21, 2014
Feliz Natal a todos os naturais e amigos de Chãos e suas Famílias
(Fotos AM)
Nesta época de reunião de Famílias e de bons encontros, também de maior religiosidade, aqui ficam os votos de Bom Natal e Feliz Ano Novo, com boas viagens e saúde, para todos os nossos conterrâneos e amigos, onde quer que se encontrem.
Aqui ficam também duas fotos da Igreja de Chãos ou Igreja de Santo Amaro, um símbolo da comunidade.
Antero Monteiro
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terça-feira, setembro 30, 2014
Lagares ou lagaretas rupestres
Ao falar da história do vinho, mais propriamente do seu fabrico, não podemos deixar de referir os lagares, lagaretas ou lagariças rupestres, abundantes em toda a zona do Mediterrâneo. Em Portugal situam-se essencialmente no Centro e Norte do país, muito em particular nas Beiras (onde o granito domina) e na região do Douro. São reservatórios ligeiramente inclinados e cravados pela mão do homem numa rocha com alguma elevação, de forma retangular, quadrada ou redonda e que serviriam para a pisa das uvas e a recolha do mosto.
Normalmente designam-se por lagares os reservatórios quadrados ou retangulares
de maior dimensão e maior profundidade. As lagaretas serão mais pequenas e pouco profundas. Estas construções são constituídas por uma pia, como acima se disse ligeiramente inclinada e de forma retangular, quadrada ou redonda, onde se esmagavam as uvas, um canal de escoamento e, em vários casos, um pio (ou até dois), onde caía o líquido. Quando não existe o pio, deduz-se que o mosto seria recolhido em vasilhas de madeira ou de cerâmica.
Nalguns casos, estes lagares possuíam uns buracos de poste que se pensa servirem para suportar uma estrutura de madeira para a prensagem das uvas.
Não existem certezas sobre a data de construção ou utilização destes lagares rupestres, visto escassearem vestígios arqueológicos nas zonas envolventes. Apontam-se ligeiras hipóteses de que os Romanos tivessem algo a ver com estes engenhos, mas há estudiosos que se inclinam para épocas mais tardias (séc. VIII, IX,X).
Em Chãos são conhecidas duas lagaretas: uma situada perto de um moinho nas margens da ribeira Teja; a outra situada numa vinha do vale dos Canais (ver fotos abaixo).
Lagareta da zona dos moinhos – possui uma pia ligeiramente inclinada, de forma retangular um pouco irregular. O canal de escoamento é bem visível, mas não possui nenhum pio. No entanto, existe altura suficiente por baixo do "bico" para colocação de vasilhas (ver fotos – fig 1 e 2).
Lagareta dos Canais – Levantam-se algumas dúvidas sobre se este reservatório será realmente uma lagareta. Possui uma larga pia picada à mão, mas não se deteta o canal de escoamento. No entanto, do lado nascente, existem rasgos e fissuras na rocha que porventura poderiam servir de canal natural. Além disso, observa-se um pormenor importante: a existência de dois buracos de poste, um frente ao outro e que supostamente serviriam de apoio a estruturas para prensagem das uvas (ver fotos – fig 3 e 4).
(Texto e fotos de Iracema Leitão)
de maior dimensão e maior profundidade. As lagaretas serão mais pequenas e pouco profundas. Estas construções são constituídas por uma pia, como acima se disse ligeiramente inclinada e de forma retangular, quadrada ou redonda, onde se esmagavam as uvas, um canal de escoamento e, em vários casos, um pio (ou até dois), onde caía o líquido. Quando não existe o pio, deduz-se que o mosto seria recolhido em vasilhas de madeira ou de cerâmica.
Nalguns casos, estes lagares possuíam uns buracos de poste que se pensa servirem para suportar uma estrutura de madeira para a prensagem das uvas.
Não existem certezas sobre a data de construção ou utilização destes lagares rupestres, visto escassearem vestígios arqueológicos nas zonas envolventes. Apontam-se ligeiras hipóteses de que os Romanos tivessem algo a ver com estes engenhos, mas há estudiosos que se inclinam para épocas mais tardias (séc. VIII, IX,X).
Em Chãos são conhecidas duas lagaretas: uma situada perto de um moinho nas margens da ribeira Teja; a outra situada numa vinha do vale dos Canais (ver fotos abaixo).
Lagareta da zona dos moinhos – possui uma pia ligeiramente inclinada, de forma retangular um pouco irregular. O canal de escoamento é bem visível, mas não possui nenhum pio. No entanto, existe altura suficiente por baixo do "bico" para colocação de vasilhas (ver fotos – fig 1 e 2).
Lagareta dos Canais – Levantam-se algumas dúvidas sobre se este reservatório será realmente uma lagareta. Possui uma larga pia picada à mão, mas não se deteta o canal de escoamento. No entanto, do lado nascente, existem rasgos e fissuras na rocha que porventura poderiam servir de canal natural. Além disso, observa-se um pormenor importante: a existência de dois buracos de poste, um frente ao outro e que supostamente serviriam de apoio a estruturas para prensagem das uvas (ver fotos – fig 3 e 4).
(Texto e fotos de Iracema Leitão)
Lagareta dos Canais
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quinta-feira, junho 05, 2014
Festa de Nª Senhora de Vila Maior
Uma vez mais, no último domingo de Maio, realizou-se a festa anual mais
concorrida da aldeia. Houve missa solene campal e procissão, no Santuário de Nª Senhora de Vila Maior, local
privilegiado, com uma paisagem desassombrada e ampla.
Música, foguetes, cor, luz e um ambiente festivo agitou a aldeia de
Chãos e as aldeias vizinhas.
Oportunidade para um pic-nic especial, um dia diferente, um dia de
convívio de toda a aldeia, com a presença de muitos conterrâneos que
acorrerram, vindos das mais diversas paragens, do país e estrangeiro.
Pelas imagens que nos chegaram, verificou-se a continuidade da tradição,
mas também alguma inovação com novas e louváveis iniciativas.
Temos a informação de que este ano foram mordomos da festa Eléonore Guerra,
Rodolfo Guerra, Andrea Guerra, Daniel Sobral, André e Ana Cláudia Cruz.
Aqui publicamos algumas fotografias que nos foram remetidas
por Eléonore Guerra - a quem se agradece o contributo - para que todos, presentes
ou ausentes, tenham a possibilidade de ver e rever esta bela manifestação da
nossa aldeia. Publicaremos em breve outras fotos.
Em tempo: Uma selecção mais alargada das fotos tiradas durante a festa , será exposta
gratuitamente nos Chãos no próximo mês de Agosto.
E algumas manifestações inovadoras:
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domingo, junho 01, 2014
Festa de Nª Sª de Vila Maior - 25 de Maio
(Clique em cima para ver em tamanho normal)
Realizou-se no domingo passado - 25-05-2014 - mais uma festa de Nª Senhora de Vila Maior, com a animação e iniciativas que podemos constatar do cartaz que publicamos acima, que nos foi enviado por Eléonore Guerra, a quem agradecemos a notícia.
Em breve publicaremos algumas fotografias a ilustrar a mencionada festa.
Antero Monteiro
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sábado, abril 19, 2014
Páscoa 2014
(Autoria: Iracema Leitão)
"A Páscoa constituía uma festa importante para os habitantes de Chãos. Era nessa altura que, no forno comunitário, se coziam os "bolos" (em muitas zonas do país apelidados de "folares"), feitos essencialmente de farinha, ovos e azeite, e que todos os padrinhos tinham o dever de oferecer aos seus afilhados."
....
(Excerto de uma interessante publicação sobre a tradição da Páscoa, da autoria de Iracema Azevedo Leitão, que poderá ser lida neste blog por ocasião da Páscoa de 2012).
Páscoa Feliz para todos os naturais e amigos de Chãos.
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quinta-feira, janeiro 16, 2014
Festa de SANTO AMARO e almoço de convívio oferecido pela União das Freguesias de Prova e Casteição
(Igreja de Chãos - ao fundo, imagem de Santo Amaro, padroeiro da aldeia)
No próximo domingo, dia 19 de Janeiro, vai ser festejado o Santo Amaro, com missa e as festividades habituais.
Será realizado um almoço de convívio dos naturais de Chãos e seus familiares, promovido pela União das Freguesias de Prova e Casteição, a realizar na Casa do Povo.
Caso possa comparecer e fruir esta jornada de convívio, sem qualquer custo, convirá, por razões logísticas, informar da sua comparência.
(Informação prestada pelo nosso conterrâneo Jorge Silva, que muito agradecemos)
AM
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terça-feira, dezembro 24, 2013
Correspondência recebida do BRASIL
"Senhora Iracema,
Boa Tarde.
Sou do Brasil,e,pesquisando sobre a historia de Vila Nova Foz de Coa,encontrei o blog Chãos de Meda,e,fiquei muito feliz ao encontrar sua receita de Filhós.
Tal receita fez com que eu me recordasse de minha avó Gracinda que toda véspera de Natal,fazia deliciosos filhós,e,eu aprendi a gostar desta delícia.Minha familia ainda faz toda véspera de Natal,é uma tradição,e,eu já com meus 59 anos,hoje me senti uma criança de 7 anos que não via a hora de provar esta iguaria.
Meus avós eram de Marialva e Moreira de Rei,e,eu estou pesquisando sobre meus antepassados,na tentativa de descobrir o que aconteceu com os registos de 50 anos de Marialva,pude me deparar com seu blog.
Muito obrigada por sua receita.
Um grande abraço.
Mari L. Augusto
S.Paulo/Brasil
milaugusto@yahoo.com.br"
P.S. - Tomamos a liberdade de publicar o mail antecedente, uma vez que poderá alguém da nossa zona ter conhecido os antepassados e facultar quaisquer elementos a esta nossa leitora. AM
Boa Tarde.
Sou do Brasil,e,pesquisando sobre a historia de Vila Nova Foz de Coa,encontrei o blog Chãos de Meda,e,fiquei muito feliz ao encontrar sua receita de Filhós.
Tal receita fez com que eu me recordasse de minha avó Gracinda que toda véspera de Natal,fazia deliciosos filhós,e,eu aprendi a gostar desta delícia.Minha familia ainda faz toda véspera de Natal,é uma tradição,e,eu já com meus 59 anos,hoje me senti uma criança de 7 anos que não via a hora de provar esta iguaria.
Meus avós eram de Marialva e Moreira de Rei,e,eu estou pesquisando sobre meus antepassados,na tentativa de descobrir o que aconteceu com os registos de 50 anos de Marialva,pude me deparar com seu blog.
Muito obrigada por sua receita.
Um grande abraço.
Mari L. Augusto
S.Paulo/Brasil
milaugusto@yahoo.com.br"
P.S. - Tomamos a liberdade de publicar o mail antecedente, uma vez que poderá alguém da nossa zona ter conhecido os antepassados e facultar quaisquer elementos a esta nossa leitora. AM
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terça-feira, dezembro 10, 2013
(Foto de Iracema Leitão)
Filhós da minha terra (Beira Alta)
1 kg de farinha de trigo tipo 65 ou 55 //* 40 gr de fermento de padeiro, bem fresco //* 1 colher ( sobremesa) rasa de sal //* 10 a 12 ovos, conforme o tamanho //* meio copo (vinho) de azeite //* meia chávena pequena de azeite para amassar //* 1 cálice de aguardente branca //* 1 colher (sopa) de margarina //* óleo para fritar //* açúcar para polvilhar
Antes de começar a amassar, introduza os ovos em água morna e deixe-os ficar. Desfaça o fermento num pouco de água morna-fria, aqueça o meio copo de azeite e derreta a margarina. Num alguidar grande ( 35 cent. diâmetro aprox.) coloque a farinha e abra-lhe uma cavidade ao meio. Deite aí o fermento dissolvido, vá mexendo com colher de pau (ou com a mão). Acrescente o azeite quente, a margarina derretida e o sal dissolvido num pouquinho de água morna. Continue a misturar muito bem. Comece a acrescentar os ovos inteiros um a um, mexendo sempre para ligar a massa. Por fim junte a aguardente. Com a mão vá despegando a massa do fundo e dos lados do alguidar, de forma a ir formando uma bola consistente. Tenha ao lado aproximadamente meia chávena pequena de azeite morno para ir untando a mão ao amassar. Com o alguidar encostado à parede da banca vá sovando e "apunhando" a massa com o punho fechado. Deve incidir no meio e pelo fundo da massa, de forma a que ela erga. Para ter sucesso, a massa deve ser muito bem sovada e apunhada (20 a 30 minutos e molhando de vez em quando a mão no azeite). Vá despegando e puxando a massa do fundo e dos lados para bater uniformemente. Se a massa estiver dura, acrescente um bocadinho de leite morno; se estiver mole, um pouco de farinha. Terá de apunhar a massa até que surjam frequentemente e à superfície da mesma os "calos" ou bolhas de ar, pormenor obrigatório para dar por terminada a tarefa de amassar. Para levedar, disponha a massa, em bola, no centro do alguidar, cubra-o com um pano branco, enrole-o num cobertor e coloque-o num ambiente de temperatura amena e longe de correntes de ar. Ao fim de duas a quatro horas ela terá aumentado para o triplo. Entretanto coloque em lume forte (mas não muito, pois a massa pode tostar ou queimar) uma frigideira funda com bastante óleo para que as filhós flutuem. O alguidar com a massa deve manter-se na área do fogão, bem protegido no fundo e nos lados. Ter igualmente à mão o resto do azeite morno, para untar as mãos ao retirar e modelar os pedacinhos de massa. Antes de começar a fritar, com as mãos untadas, retire com cuidado e em pedacinhos a crosta que se formou à superfície da massa levedada. Modele com eles uma bola untada com azeite para fazer a "filhó das côdeas". Depois passa-se à fritura das filhós (uma de cada vez) : com as mãos untadas, retira-se um pedacinho de massa do tamanho de um ovo (ou menos) e vai-se pressionando e esticando com os dedos, girando à volta, de forma a fazer uma rodela fina de aproximadamente 15 centímetros de diâmetro (maior ou mais grossa conforme os gostos, mas as finas são deliciosas). Para quem tiver mais dificuldades, pode estendê-las sobre as costas untadas de um prato raso. Um detalhe importantíssimo a ter em conta nesta variedade de filhós: ao estendê-las não se devem deixar buracos! Segurando com as duas mãos na parte superior da rodela, deita-se a massa na frigideira. Com um garfo ou gancho comprido e de preferência com um bico, mexe-se a filhó e, quando já estiver loura, vira-se imediatamente. Quando a parte de baixo estiver uniforme, retira-se com o bico do garfo, coloca-se num prato grande e polvilha-se de imediato com açúcar. A face polvilhada será a que geralmente fica mais funda. O processo de fritar é muito rápido e daí a necessidade de redobrar a atenção. Para não secarem, nos dias seguintes devem proteger-se com saco de plástico.
Notas: - O fermento de padeiro compra-se em padarias ou nas grandes superfícies (existe em cubos de 25 gramas para meio quilo de farinha). A quantidade de fermento a usar não é rígida, tudo depende do amassar, da qualidade das farinhas e das experiências que se vão realizando. O fermento de padeiro pode também ser substituído por 50 gramas de massa fresca de pão ou por saquetas de fermento seco.
- Se usar apenas meio quilo de farinha, e para que o acto de amassar se torne menos cansativo, experimente usar a máquina de fazer pão no programa "Amassar" e depois sove a massa até à formação de bolhas.
- Para obter bons resultados, não deve usar a farinha normal para bolos e sim uma farinha especial para massas fritas ou massas lêvedas, como a acima indicada. Pode adquirir-se nas padarias e grandes superfícies.
Por Iracema Leitão
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domingo, setembro 22, 2013
Emigração portuguesa através dos séculos ( II )
Mala
de estrutura de madeira e exterior de cartão prensado.
Estima-se que seria usada na primeira metade e meados do
século XX.
A tendência dos portugueses em emigrar
oceano fora viria a alterar-se com a afluência a países europeus, sobretudo a
França, em virtude da necessidade de reconstrução deste país após a Segunda
Guerra Mundial (1939 – 1945) e das dificuldades por que passavam essencialmente
as populações rurais em Portugal. É entre 1946 e 1955 que irá iniciar-se uma
nova fase da emigração portuguesa, que decorrerá até meados dos anos 70. Foi
neste período que se registaram os valores mais elevados da emigração em
Portugal, podendo afirmar-se que entre 1960 e 1974 terão emigrado mais de 1,5
milhões de portugueses.
Destas saídas o maior número são
clandestinas. O máximo de saídas foi registado em 1970, sendo ilegais mais de
metade. Entre 1969 e 1973 pelo menos 300 mil portugueses saíram ilegalmente do
país, “a salto”, como era corrente dizer-se.
Este fenómeno (emigração para a Europa)
verificou-se essencialmente durante a Guerra Colonial. Daí que muitos o
fizessem para “fugir à tropa” e não apenas por questões económicas. Na década
de sessenta o principal destino foi a França, mas, nos primeiros anos da década
de setenta, a Alemanha começou a surgir como destino preferido.
Actualmente tem-se verificado um fenómeno
emigratório de características bem diferentes, visto que se trata, na sua
maioria, de gente qualificada. Na verdade, mais de metade destes emigrantes são
jovens que completaram o Ensino Secundário ou Superior. Partem devido ao
aumento do desemprego nacional e aos baixos salários. Os destinos não são muito
diferentes: França, Suiça, Angola, Moçambique, Brasil, Inglaterra…De salientar
que nestes emigrantes se incluem investigadores, pelo que estamos a exportar
importantes recursos humanos qualificados, recebendo em contrapartida
mão-de-obra barata e sem qualificação.
Texto e foto de Iracema Leitão
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quarta-feira, setembro 18, 2013
Emigração portuguesa através dos séculos ( I )
Monumento ao Emigrante
erigido pela Junta
de Freguesia de Casteição,
num dia muito especial dedicado aos emigrantes, sobretudo de
Casteição e de Chãos.
(mês de Agosto)
Desde o século XV que Portugal se lançou
nos caminhos da emigração, sendo os primeiros destinos os territórios
descobertos e conquistados: Norte de África, ilhas da Madeira e dos Açores,
Costa Africana, sendo certo que, no final do século XV, cerca de 100 mil
portugueses já haviam saído de Portugal. No século XVI, com a descoberta do caminho
marítimo para a Índia, a emigração passou a fazer-se ao longo da África
Oriental e Índias Orientais, pese embora este fenómeno inicial evidencie mais
sinais de colonização do que propriamente de emigração.
A emigração para o Brasil atingiu maior
dimensão devido à descoberta das minas de ouro e pedras preciosas, tornando-se
nos séculos XVII e XVIII o principal destino dos portugueses. Também durante o
reinado Filipino em Portugal (1580 – 1640), dezenas de milhares de portugueses
emigraram para Espanha e suas colónias. Por esta altura, os Portugueses estão
espalhados por quase todo o mundo.
A expulsão dos judeus portugueses no século
XV contribuiu igualmente para o fenómeno da emigração, levando ao
estabelecimento de diversas colónias de emigrantes nomeadamente na Holanda, na
Bélgica, no sudoeste da França, Alemanha, Inglaterra, Turquia… Da mesma forma a
política de colonização em África nos anos 30 fez aumentar o fluxo emigratório
mais acentuadamente para Angola e Moçambique.
Relativamente ao Brasil, embora esse fluxo
começasse a denotar algum decréscimo, manteve contudo uma grande importância na
primeira metade do século XX (anos 30, 40, 50). Em contrapartida, a escolha
passou também a incidir sobre novos países do continente americano, como os
Estados Unidos da América, a Argentina, a Venezuela, o Uruguai e, após a
Segunda Guerra Mundial, também o Canadá.
(Foto e texto de Iracema Leitão)
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quinta-feira, julho 04, 2013
Mais fotos da Festa de Nª Sª de Vila Maior 2013
Mais três fotos que nos foram enviadas pelo mesmo conterrâneo (?) cuja publicação adiámos com o intuito de as publicar com a identificação do seu autor.
Agradecemos estas belas fotos que podem ser vistas, no seu tamanho normal, clicando em cima de cada imagem.
Pode ter-se uma ideia da vasta paisagem e dos campos, naquela altura exuberantes e floridos.
Vale a pena uma visita a este local respirando um pouco da tradição e da maravilhosa paisagem que dali se abrange. Aproveite e faça um piquenique, fruindo a natureza, mas também as mesas existentes no local com algumas sombras apetecíveis, principalmente em dias de calor moderado.
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quarta-feira, maio 29, 2013
Festa da Srª. de Vila Maior - 26 Maio 2013
Recebemos estas belas imagens que deixamos aqui publicadas, esperando em breve ter a identificação da pessoa que as remeteu e que apenas dizia:
" Envio algumas fotos da festa de Nossa Srª de vila Maior.
Os sentimentos, o piquenique e a paisagem são inesquecíveis"
Publicaremos mais fotos entretanto recebidas, que muito agradecemos, uma vez que proporcionam aos que não estiveram presentes esta ligação aos que estiveram e a este local com tão marcante tradição para a nossa aldeia.
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