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sábado, dezembro 12, 2020
LIVRO “ CHÃOS DE MEDA “
( Dimensões do livro: 17 cm / 24 cm; número de páginas: 360);
Para aquisição, contactar a Autora: iracemaleitao@gmail.com 91 48 41 196.
Foi publicado um livro com o título de “Chãos de Meda” pela nossa
conterrânea Drª Iracema Leitão ( também conhecida por
Iracema Azevedo Leitão).
Obra de grande rigor histórico e cultural,
contem muitas manifestações da cultura transmitida de geração em geração e que,
doutra forma, estaria em risco de se perder. Certamente que vários aspetos
dessas manifestações culturais se foram desvanecendo ao longo dos anos,
perdendo-se elementos preciosos já ausentes mesmo num passado mais recente.
Reporta-se e suporta-se numa “abordagem etnográfica, folclórica,linguística e
histórica, seguindo, nos três primeiros itens, a metodologia da Ciência da
Etnografia: recurso à observação direta, à entrevista aberta ou a testemunhos
referentes à cultura material e espiritual de Chãos à data de 1971,
confrontando, sempre que possível, com a atualidade (inícios do séc. XXI)”, mas
abrange muitas outras vertentes.
Dentro da vertente etnográfica, salientam-se as
técnicas agrícolas tradicionais, a arquitetura, modo de se vestir e
alimentar,bem como a alguns rituais da vida observados no nascimento, no
casamento ou na morte. No campo do Folclore, tradicionalmente mais ligado à
parte espiritual, inserimos aspetos da religiosidade do povo de Chãos, as suas
crenças e superstições, canções e orações.
Além do enquadramento geográfico e
administrativo, faz um importante enquadramento histórico, dando relevo ao
estudo da evolução da população de Chãos comparativamente com a de Casteição.
Daí o recurso à análise dos Registos Paroquiais de Baptismos e de Óbitos (séc.s
XVII a séc. XX), bem como aos diversos Censos da População.
Obra de relevante e
surpreendente sentido cultural, histórico e etnográfico, centrada numa
localidade ( Chãos de Meda ), contem uma abordagem global das localidades
limítrofes de Casteição e Prova, mas também tocante das aldeias limítrofes e do
concelho de Meda, pelo que se torna uma referência, sem dúvida, para os
fregueses de Casteição, Prova e para toda a moldura global do concelho de Mêda.
Recomendamos vivamente esta obra marcante, que nos reporta desde há alguns
séculos até à atualidade, e sensibilizará especialmente todos os conterrâneos,
mas também, seguramente, as pessoas do concelho de Meda e, de um modo geral, as
vivências da nossa Beira Alta profunda.
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sábado, julho 27, 2019
Festa de Nª. Senhora de Vila Maior 2019
Como é tradição, realizou-se mais uma festa em honra de Nossa Senhora de Vila Maior, no Domingo, 26 de Maio. Aqui ficam algumas fotos enviadas a este blog e que nos permitem dar notícia de tal realização e do ambiente vivido, uma vez mais, naquele local de grande significado para a nossa aldeia.
Aqui fica, desta forma, um especial louvor a todos os que pelo seu trabalho e empenho têm conseguido manter este marco importante na vida da aldeia de Chãos, especialmente aos Mordomos que têm elevado e mantido esta festa que constitui um encontro de muitos naturais e amigos da nossa aldeia!
Salientamos, nas imagens abaixo publicadas, a participação da Banda Filarmónica do Aveloso e o Rancho Folclórico das Arnas. Não faltou o fogo de artifício, alegrando e marcando o dia festivo na aldeia.
Desfilaram no chão também sagrado com os passos dos nossos pais, avós e muitos outros antepassados, em marcante procissão os vistosos andores de Nª Senhora de Vila Maior, Santo Amaro e ainda de Nª Senhora de Fátima.
Agradecemos, mais uma vez, à nossa ilustre conterrânea Iracema Leitão, estas belas fotos.
P.S.: Por razões técnicas e motivo de férias,
só nesta data foi possível efectuar esta publicação.
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sábado, maio 27, 2017
Festa da Senhora de Vila Maior
Cumprindo a tradição, realiza-se no próximo domingo, dia 28 de Maio, a festa anual promovida desde sempre pela Aldeia de Chãos, que reúne grande número de pessoas e conta com a animação habitual:
Música, fogo de artifício, missa no local e certamente um bom pic-nic, à sombra das árvores que rodeiam o Santuário.
O tempo estará fresco e com algumas nuvens, mas sem chuva, segundo as previsões (que pode consultar neste blog clicando na imagem do sol - lado direito).
Desejamos a todos os que comparecerem um dia agradável junto de amigos e família, e que corresponda às vossas melhores expectativas.
Antero Monteiro
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domingo, maio 31, 2015
Nª Sª de Vila Maior
(Fotos AM)
Com sol e temperaturas moderadas, celebra-se hoje a festa mais emblemática da nossa aldeia. Boa festa para todos os conterrâneos e amigos que, como habitualmente, hão de encher este recinto, num planalto desafogado e com paisagem grandiosa.
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domingo, dezembro 21, 2014
Feliz Natal a todos os naturais e amigos de Chãos e suas Famílias
(Fotos AM)
Nesta época de reunião de Famílias e de bons encontros, também de maior religiosidade, aqui ficam os votos de Bom Natal e Feliz Ano Novo, com boas viagens e saúde, para todos os nossos conterrâneos e amigos, onde quer que se encontrem.
Aqui ficam também duas fotos da Igreja de Chãos ou Igreja de Santo Amaro, um símbolo da comunidade.
Antero Monteiro
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terça-feira, setembro 30, 2014
Lagares ou lagaretas rupestres
Ao falar da história do vinho, mais propriamente do seu fabrico, não podemos deixar de referir os lagares, lagaretas ou lagariças rupestres, abundantes em toda a zona do Mediterrâneo. Em Portugal situam-se essencialmente no Centro e Norte do país, muito em particular nas Beiras (onde o granito domina) e na região do Douro. São reservatórios ligeiramente inclinados e cravados pela mão do homem numa rocha com alguma elevação, de forma retangular, quadrada ou redonda e que serviriam para a pisa das uvas e a recolha do mosto.
Normalmente designam-se por lagares os reservatórios quadrados ou retangulares
de maior dimensão e maior profundidade. As lagaretas serão mais pequenas e pouco profundas. Estas construções são constituídas por uma pia, como acima se disse ligeiramente inclinada e de forma retangular, quadrada ou redonda, onde se esmagavam as uvas, um canal de escoamento e, em vários casos, um pio (ou até dois), onde caía o líquido. Quando não existe o pio, deduz-se que o mosto seria recolhido em vasilhas de madeira ou de cerâmica.
Nalguns casos, estes lagares possuíam uns buracos de poste que se pensa servirem para suportar uma estrutura de madeira para a prensagem das uvas.
Não existem certezas sobre a data de construção ou utilização destes lagares rupestres, visto escassearem vestígios arqueológicos nas zonas envolventes. Apontam-se ligeiras hipóteses de que os Romanos tivessem algo a ver com estes engenhos, mas há estudiosos que se inclinam para épocas mais tardias (séc. VIII, IX,X).
Em Chãos são conhecidas duas lagaretas: uma situada perto de um moinho nas margens da ribeira Teja; a outra situada numa vinha do vale dos Canais (ver fotos abaixo).
Lagareta da zona dos moinhos – possui uma pia ligeiramente inclinada, de forma retangular um pouco irregular. O canal de escoamento é bem visível, mas não possui nenhum pio. No entanto, existe altura suficiente por baixo do "bico" para colocação de vasilhas (ver fotos – fig 1 e 2).
Lagareta dos Canais – Levantam-se algumas dúvidas sobre se este reservatório será realmente uma lagareta. Possui uma larga pia picada à mão, mas não se deteta o canal de escoamento. No entanto, do lado nascente, existem rasgos e fissuras na rocha que porventura poderiam servir de canal natural. Além disso, observa-se um pormenor importante: a existência de dois buracos de poste, um frente ao outro e que supostamente serviriam de apoio a estruturas para prensagem das uvas (ver fotos – fig 3 e 4).
(Texto e fotos de Iracema Leitão)
de maior dimensão e maior profundidade. As lagaretas serão mais pequenas e pouco profundas. Estas construções são constituídas por uma pia, como acima se disse ligeiramente inclinada e de forma retangular, quadrada ou redonda, onde se esmagavam as uvas, um canal de escoamento e, em vários casos, um pio (ou até dois), onde caía o líquido. Quando não existe o pio, deduz-se que o mosto seria recolhido em vasilhas de madeira ou de cerâmica.
Nalguns casos, estes lagares possuíam uns buracos de poste que se pensa servirem para suportar uma estrutura de madeira para a prensagem das uvas.
Não existem certezas sobre a data de construção ou utilização destes lagares rupestres, visto escassearem vestígios arqueológicos nas zonas envolventes. Apontam-se ligeiras hipóteses de que os Romanos tivessem algo a ver com estes engenhos, mas há estudiosos que se inclinam para épocas mais tardias (séc. VIII, IX,X).
Em Chãos são conhecidas duas lagaretas: uma situada perto de um moinho nas margens da ribeira Teja; a outra situada numa vinha do vale dos Canais (ver fotos abaixo).
Lagareta da zona dos moinhos – possui uma pia ligeiramente inclinada, de forma retangular um pouco irregular. O canal de escoamento é bem visível, mas não possui nenhum pio. No entanto, existe altura suficiente por baixo do "bico" para colocação de vasilhas (ver fotos – fig 1 e 2).
Lagareta dos Canais – Levantam-se algumas dúvidas sobre se este reservatório será realmente uma lagareta. Possui uma larga pia picada à mão, mas não se deteta o canal de escoamento. No entanto, do lado nascente, existem rasgos e fissuras na rocha que porventura poderiam servir de canal natural. Além disso, observa-se um pormenor importante: a existência de dois buracos de poste, um frente ao outro e que supostamente serviriam de apoio a estruturas para prensagem das uvas (ver fotos – fig 3 e 4).
(Texto e fotos de Iracema Leitão)
Lagareta dos Canais
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segunda-feira, maio 12, 2014
Melhoramentos na aldeia
(Muro da"Casa do Sr. Raul")
(Estacionamento e local de viragem ao fundo da aldeia)
(Forno - uma placa condigna)
Aproveitando um curto período de lazer na aldeia, aqui dou conta de três melhoramentos para a imagem da aldeia, que se saúdam.
Aos promotores de tais obras, públicas e privadas, aqui se presta o reconhecimento devido.
Antero Monteiro
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quinta-feira, janeiro 16, 2014
Festa de SANTO AMARO e almoço de convívio oferecido pela União das Freguesias de Prova e Casteição
(Igreja de Chãos - ao fundo, imagem de Santo Amaro, padroeiro da aldeia)
No próximo domingo, dia 19 de Janeiro, vai ser festejado o Santo Amaro, com missa e as festividades habituais.
Será realizado um almoço de convívio dos naturais de Chãos e seus familiares, promovido pela União das Freguesias de Prova e Casteição, a realizar na Casa do Povo.
Caso possa comparecer e fruir esta jornada de convívio, sem qualquer custo, convirá, por razões logísticas, informar da sua comparência.
(Informação prestada pelo nosso conterrâneo Jorge Silva, que muito agradecemos)
AM
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domingo, setembro 22, 2013
Emigração portuguesa através dos séculos ( II )
Mala
de estrutura de madeira e exterior de cartão prensado.
Estima-se que seria usada na primeira metade e meados do
século XX.
A tendência dos portugueses em emigrar
oceano fora viria a alterar-se com a afluência a países europeus, sobretudo a
França, em virtude da necessidade de reconstrução deste país após a Segunda
Guerra Mundial (1939 – 1945) e das dificuldades por que passavam essencialmente
as populações rurais em Portugal. É entre 1946 e 1955 que irá iniciar-se uma
nova fase da emigração portuguesa, que decorrerá até meados dos anos 70. Foi
neste período que se registaram os valores mais elevados da emigração em
Portugal, podendo afirmar-se que entre 1960 e 1974 terão emigrado mais de 1,5
milhões de portugueses.
Destas saídas o maior número são
clandestinas. O máximo de saídas foi registado em 1970, sendo ilegais mais de
metade. Entre 1969 e 1973 pelo menos 300 mil portugueses saíram ilegalmente do
país, “a salto”, como era corrente dizer-se.
Este fenómeno (emigração para a Europa)
verificou-se essencialmente durante a Guerra Colonial. Daí que muitos o
fizessem para “fugir à tropa” e não apenas por questões económicas. Na década
de sessenta o principal destino foi a França, mas, nos primeiros anos da década
de setenta, a Alemanha começou a surgir como destino preferido.
Actualmente tem-se verificado um fenómeno
emigratório de características bem diferentes, visto que se trata, na sua
maioria, de gente qualificada. Na verdade, mais de metade destes emigrantes são
jovens que completaram o Ensino Secundário ou Superior. Partem devido ao
aumento do desemprego nacional e aos baixos salários. Os destinos não são muito
diferentes: França, Suiça, Angola, Moçambique, Brasil, Inglaterra…De salientar
que nestes emigrantes se incluem investigadores, pelo que estamos a exportar
importantes recursos humanos qualificados, recebendo em contrapartida
mão-de-obra barata e sem qualificação.
Texto e foto de Iracema Leitão
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quarta-feira, setembro 18, 2013
Emigração portuguesa através dos séculos ( I )
Monumento ao Emigrante
erigido pela Junta
de Freguesia de Casteição,
num dia muito especial dedicado aos emigrantes, sobretudo de
Casteição e de Chãos.
(mês de Agosto)
Desde o século XV que Portugal se lançou
nos caminhos da emigração, sendo os primeiros destinos os territórios
descobertos e conquistados: Norte de África, ilhas da Madeira e dos Açores,
Costa Africana, sendo certo que, no final do século XV, cerca de 100 mil
portugueses já haviam saído de Portugal. No século XVI, com a descoberta do caminho
marítimo para a Índia, a emigração passou a fazer-se ao longo da África
Oriental e Índias Orientais, pese embora este fenómeno inicial evidencie mais
sinais de colonização do que propriamente de emigração.
A emigração para o Brasil atingiu maior
dimensão devido à descoberta das minas de ouro e pedras preciosas, tornando-se
nos séculos XVII e XVIII o principal destino dos portugueses. Também durante o
reinado Filipino em Portugal (1580 – 1640), dezenas de milhares de portugueses
emigraram para Espanha e suas colónias. Por esta altura, os Portugueses estão
espalhados por quase todo o mundo.
A expulsão dos judeus portugueses no século
XV contribuiu igualmente para o fenómeno da emigração, levando ao
estabelecimento de diversas colónias de emigrantes nomeadamente na Holanda, na
Bélgica, no sudoeste da França, Alemanha, Inglaterra, Turquia… Da mesma forma a
política de colonização em África nos anos 30 fez aumentar o fluxo emigratório
mais acentuadamente para Angola e Moçambique.
Relativamente ao Brasil, embora esse fluxo
começasse a denotar algum decréscimo, manteve contudo uma grande importância na
primeira metade do século XX (anos 30, 40, 50). Em contrapartida, a escolha
passou também a incidir sobre novos países do continente americano, como os
Estados Unidos da América, a Argentina, a Venezuela, o Uruguai e, após a
Segunda Guerra Mundial, também o Canadá.
(Foto e texto de Iracema Leitão)
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quarta-feira, maio 29, 2013
Festa da Srª. de Vila Maior - 26 Maio 2013
Recebemos estas belas imagens que deixamos aqui publicadas, esperando em breve ter a identificação da pessoa que as remeteu e que apenas dizia:
" Envio algumas fotos da festa de Nossa Srª de vila Maior.
Os sentimentos, o piquenique e a paisagem são inesquecíveis"
Publicaremos mais fotos entretanto recebidas, que muito agradecemos, uma vez que proporcionam aos que não estiveram presentes esta ligação aos que estiveram e a este local com tão marcante tradição para a nossa aldeia.
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domingo, maio 26, 2013
Nª. Srª de Vila Maior
Seguindo a tradição, realiza-se no último domingo de Maio a festa de Nª. Srª. de Vila Maior.
Poderemos publicar aqui as imagens que nos fizerem chegar em tempo oportuno.
Esperamos que o tempo esteja favorável, uma vez que a previsão local é de "Céu limpo com algumas nuvens e aguaceiros".
Um bom dia para todos.
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domingo, fevereiro 17, 2013
Meda - Freguesias do Concelho de Meda
(Torre da Igreja de Casteição)
REORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA DO CONCELHO DE MEDA
Finalmente foi publicada lei que determina a reorganização das freguesias: Lei n.º 11-A/2013, de 28 de janeiro, (Reorganização administrativa do território das freguesias).
O concelho de Meda, como era previsível, devido à cada vez menor densidade populacional das freguesias, sofre também as alterações seguintes:
Município de Meda
São criadas, por agregação, as novas freguesias:
- UNIÃO DAS FREGUESIAS DE MEDA, OUTEIRO DE GATOS
E FONTE LONGA que ficará com sede na MEDA
- UNIÃO DAS FREGUESIAS DE PROVA E CASTEIÇÃO
que ficará com sede na PROVA
- UNIÃO DAS FREGUESIAS DE VALE FLOR, CARVALHAL
E PAI PENELA que ficará com sede em VALE FLOR
Mantêm-se as restantes freguesias:
- AVELOSO ……………………………… AVELOSO
- BARREIRA ……………………………… BARREIRA
- CORISCADA …………………………… CORISCADA
- LONGROIVA …………………………… LONGROIVA
- MARIALVA …………………………… MARIALVA
- POÇO DO CANTO ……….... POÇO DO CANTO
- RABAÇAL …………………………….. RABAÇAL
- RANHADOS ………………………… RANHADOS
Para mais pormenores, poderá consultar a lei clicando aqui: http://dre.pt/pdf1sdip/2013/01/01901/0000200147.pdf
As alterações do Município de Meda encontram-se na página 552 (69).
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sábado, julho 28, 2012
A "Casa do Sr. Raul" - uma boa notícia
Durante algumas décadas, assistimos à decadência da principal casa da aldeia, das edificações acessórias - a chamada "casa do sr. Raul" - e da "cerca". Por razões que aqui não interessa escalpelizar, até por não as conhecermos.
A boa notícia que damos aqui é que tais propriedades mudaram de donos, tendo sido adquiridas recentemente pelo casal Acácio António Ramos Guerra e Alice do Carmo Machado Matias Guerra.
Aqui esperamos que, com esta mudança de proprietários, tenha chegado uma época de recuperação de edificações e das muitas e exóticas plantas do jardim frontal desta bela casa, marcante para toda a aldeia.
Aos novos proprietários desejamos coragem, sorte, saúde e longa vida, para realizarem e fruirem a importante obra de que em boa verdade toda a aldeia beneficiará.
(Percorra este blog e encontrará muitas fotos e uma breve descrição do interior da própria casa).
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quinta-feira, maio 24, 2012
Festa de Nª. Sª. de Vila Maior
(Foto da Festa de 2011 - de Catarina Felício)
No próximo domingo, dia 27 de Maio, terá lugar a festa anual de Nª. Srª. de Vila Maior.
Com a tradicional missa no santuário de Vila Maior, banda de música, foguetes, os tradicionais almoços de família no parque das merendas ali existente e apropriado para o efeito.
Tempo de muita vida e verde, plantas renovadas, com folhas e flores, animando aquele pequeno planalto, donde se avistam aldeias vizinhas e uma vasta paisagem.
Compareça e envie-nos imagens, para que possamos dar aqui notícia do que por lá se passar.
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terça-feira, maio 22, 2012
Casa do Povo - Eiras
Casa do Povo de Chãos
Aqui fica uma fotografia da "Casa do Povo", junto ao campo de futebol, donde se avistam várias aldeias vizinhas e uma paisagem desassombrada. Um dos principais símbolos da comunidade.
A sua construção está ligada à "Associação de Melhoramentos dos Chãos" fundada em 1986.
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domingo, maio 06, 2012
Chafariz das Eiras
O chafariz das Eiras, construído há umas décadas, constituiu um melhoramento camarário de grande relevância. Tanto quanto sei (outras pessoas terão um conhecimento mais profundo e poderão trazer a sua ajuda a este blog) fica na rota de captação de água com destino ao Município de Meda. Foi um grande benefício para o aglomerado habitacional das Eiras (a aldeia de Chãos é essencialmente constituída por dois aglomerados habitacionais "Povo" e "Eiras", além de várias quintas circundantes).
Ali, a qualquer hora, passou a fazer-se o abastecimento de água corrente , para todos os usos de casa, e a dar-se de beber aos animais no pio (tanque), que se mantinha sempre cheio.
Também a escola (que se vê atrás do chafariz, na foto), ficou com acesso privilegiado à água.
Quase todos os conterrâneos têm actualmente água canalizada em casa, mas ao tempo da construção, era aqui que toda a gente se abastecia, com cântaros, regadores e outras vasilhas disponíveis.
Ficam as boas recordações e a utilidade pública.
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terça-feira, maio 01, 2012
A escola de Salazar
"Com Salazar chegou a escola, frequentada, em tempos, por dezenas de crianças. Com professora residente e com todas as classes na mesma sala de aulas. Ali se entrava na primeira classe e terminava na quarta classe. Foi esta escola, com todas as insuficiências e muito rigor, que nos deu asas."
(Antero Monteiro in "Memorial do Pocinho")
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quarta-feira, abril 25, 2012
O forno público
Nas longas noites de inverno, era no forno que se encontrava o calor, a conversa, a revista dos temas quentes da aldeia.
Hoje pouco utilizado, o forno tinha uma utilização intensa.
Hoje pouco utilizado, o forno tinha uma utilização intensa.
É uma boa altura para o lembrar, como símbolo do que é comum na aldeia.
Aqui se coziam tabuleiros de bolos de Páscoa e os biscoitos cujas fotos já viram na publicação anterior.
Apetece rememorar esses belos tempos, de sabores e vivências, que a saudade nos ensinou a valorizar.
Quem nunca conheceu a vivência de uma aldeia terá dificuldade em imaginá-la em toda a sua plenitude nestes tempos.
Aqui fica a imagem (já com um simbolo da evolução e da modernidade - o caixote ao lado), já com electricidade. Noutros tempos a iluminação era feita de com candeias, candeeiros e principalmente lampiões.
Aqui fica a imagem (já com um simbolo da evolução e da modernidade - o caixote ao lado), já com electricidade. Noutros tempos a iluminação era feita de com candeias, candeeiros e principalmente lampiões.
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domingo, abril 01, 2012
Páscoa (1)
O Calvário - visto de frenteA Páscoa constituía uma festa importante para os habitantes de Chãos. Era nessa altura que, no forno comunitário, se coziam os “bolos” (em muitas zonas do país apelidados de “folares”), feitos essencialmente de farinha, ovos e azeite, e que todos os padrinhos tinham o dever de oferecer aos seus afilhados.
O Domingo anterior à Páscoa era o Domingo de Ramos. Antes da missa, os mordomos desse ano colocavam um monte de ramos de oliveira perto do altar, para que, durante a celebração, o padre os benzesse com água benta. No final, cada pessoa ia receber o seu ramo, pendurando-o posteriormente num local de sua casa para que esta ficasse abençoada e livre de perigos.
Durante o período da Quaresma, dizia-se a “Dia Sacra” (versão popular de Via Sacra) no interior da capela. Na Quinta e Sexta-Feira Santas, fazia-se fora, em peregrinação, percorrendo primeiro diversos pontos das ruas do “povo” assinalados por cruzes, antes de madeira e posteriormente de pedra. As cruzes estavam pregadas nas paredes de algumas casas. À frente ia um homem com uma grande cruz de madeira, onde se traçara uma toalha branca, geralmente de linho. No percurso rezava-se o terço e, em cada cruz, o grupo parava para ouvir um paroquiano ler uma passagem de um livro correspondente a uma “estação” da Via Sacra.
A Via Sacra terminava no Calvário, situado a umas centenas de metros da capela, na zona das “Eiras”. Trata-se de um pequeno complexo arquitectónico muito antigo que tenta recriar o lugar onde Cristo foi crucificado. Ergue-se num “cabeço” (pequena elevação) chamado de Poisados e é constituído por uma espécie de altar com escadas onde se levantam as três cruzes principais (ver foto). Abaixo destas, e em pontos mais alargados, erguem-se, cada uma sobre um pequeno pilar trabalhado, outras quatro cruzes, perfazendo no total sete cruzes, outrora de madeira. Neste local percorriam-se os sete pontos sagrados e todos se ajoelhavam para meditar nos martírios do Senhor.
O Domingo anterior à Páscoa era o Domingo de Ramos. Antes da missa, os mordomos desse ano colocavam um monte de ramos de oliveira perto do altar, para que, durante a celebração, o padre os benzesse com água benta. No final, cada pessoa ia receber o seu ramo, pendurando-o posteriormente num local de sua casa para que esta ficasse abençoada e livre de perigos.
Durante o período da Quaresma, dizia-se a “Dia Sacra” (versão popular de Via Sacra) no interior da capela. Na Quinta e Sexta-Feira Santas, fazia-se fora, em peregrinação, percorrendo primeiro diversos pontos das ruas do “povo” assinalados por cruzes, antes de madeira e posteriormente de pedra. As cruzes estavam pregadas nas paredes de algumas casas. À frente ia um homem com uma grande cruz de madeira, onde se traçara uma toalha branca, geralmente de linho. No percurso rezava-se o terço e, em cada cruz, o grupo parava para ouvir um paroquiano ler uma passagem de um livro correspondente a uma “estação” da Via Sacra.
A Via Sacra terminava no Calvário, situado a umas centenas de metros da capela, na zona das “Eiras”. Trata-se de um pequeno complexo arquitectónico muito antigo que tenta recriar o lugar onde Cristo foi crucificado. Ergue-se num “cabeço” (pequena elevação) chamado de Poisados e é constituído por uma espécie de altar com escadas onde se levantam as três cruzes principais (ver foto). Abaixo destas, e em pontos mais alargados, erguem-se, cada uma sobre um pequeno pilar trabalhado, outras quatro cruzes, perfazendo no total sete cruzes, outrora de madeira. Neste local percorriam-se os sete pontos sagrados e todos se ajoelhavam para meditar nos martírios do Senhor.
(Texto e foto de Iracema Azevedo Leitão)
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